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Fifa avalia futuro das pausas para hidratação após polêmicas na Copa do Mundo

Fifa avalia futuro das pausas para hidratação após polêmicas na Copa do Mundo

A Fifa iniciou um processo de análise técnica para determinar se as pausas obrigatórias para hidratação, implementadas durante a Copa do Mundo de 2026, serão mantidas para a edição de 2030. O grupo de estudos técnicos da entidade, liderado por Arsene Wenger, confirmou neste sábado, 18, que o tema passará por uma avaliação profunda após as críticas recebidas durante o torneio.

Impacto das paradas no fluxo das partidas

Embora a justificativa oficial para as pausas tenha sido o rigoroso verão da América do Norte, a medida gerou controvérsias significativas entre torcedores e especialistas. Críticos apontam que a interrupção frequente fragmentou o ritmo do futebol, transformando, na prática, os dois tempos de 45 minutos em quatro períodos de aproximadamente 23 minutos. O questionamento ganha força especialmente em jogos realizados em estádios fechados e climatizados, onde a necessidade de hidratação por calor extremo é tecnicamente questionável.

Durante a apresentação dos dados técnicos, Arsene Wenger evitou uma posição definitiva sobre a permanência da regra. O dirigente reconheceu que o feedback do público não foi unânime, mas ressaltou que a prioridade da organização é atender às expectativas dos fãs. A Fifa pretende cruzar os dados de gerenciamento das partidas com a experiência do espectador antes de tomar uma decisão final para o próximo ciclo mundialista.

Eficiência nas novas regras de tempo de jogo

Em contrapartida às dúvidas sobre a hidratação, a Fifa celebrou o sucesso de outras medidas voltadas para aumentar o tempo de bola rolando. A entidade reportou uma redução expressiva na chamada “cera”, com maior rigor na reposição de bola por goleiros e laterais, além de restrições mais severas para a entrada de equipes médicas em campo.

  • Apenas 12% dos tiros de meta excederam 30 segundos, contra 25% em 2022.
  • A média de entradas médicas em campo caiu de 2,3 para 1,6 por partida.
  • O controle sobre a simulação de lesões foi intensificado.

Segundo a Fifa, essas mudanças foram recebidas positivamente pelo público, que demonstrou frustração reduzida em relação a interrupções desnecessárias. O comitê técnico acredita que a experiência do torcedor foi otimizada pela maior fluidez do espetáculo.

Nivelamento técnico entre seleções

O comitê também abordou a expansão do torneio de 32 para 48 seleções. Contrariando previsões de um possível desequilíbrio técnico, os dados indicam que o hiato entre equipes tradicionais e estreantes diminuiu. O desempenho de seleções como Cabo Verde serviu como exemplo de que a disseminação do conhecimento tático global tem promovido um futebol mais competitivo e menos previsível em nível internacional.

Fonte: terra.com.br

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