Home / ESPORTES / FIA mantém algoritmos nas unidades de potência da Fórmula 1 apesar das críticas

FIA mantém algoritmos nas unidades de potência da Fórmula 1 apesar das críticas

FIA mantém algoritmos nas unidades de potência da Fórmula 1 apesar das críticas

O papel dos algoritmos na complexidade da Fórmula 1

Os sistemas de autoaprendizagem integrados às unidades de potência da Fórmula 1 tornaram-se o centro de um intenso debate técnico na temporada de 2026. A tecnologia, que ajusta a distribuição de energia em tempo real, gerou insatisfação entre os competidores, com destaque para as críticas de Oscar Piastri. O piloto classificou como prejudicial a dependência de cálculos computacionais para definir o desempenho durante as voltas classificatórias.

A controvérsia ganhou força após o GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, quando disparidades de performance foram observadas entre os carros da McLaren. O chefe da equipe, Andrea Stella, esclareceu que as variações não decorriam de falhas mecânicas, mas da adaptação autônoma dos sistemas a variáveis externas, como a intensidade do vento e o nível de aderência do asfalto.

Justificativa técnica da FIA sobre o gerenciamento de energia

Em resposta às pressões do grid, Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, defendeu a manutenção da tecnologia. Segundo o dirigente, a proibição dos algoritmos não resultaria em maior controle para os pilotos, mas sim no agravamento do fenômeno conhecido como clipping. Esse efeito ocorre quando a energia elétrica é exaurida antes do término das retas, comprometendo a velocidade final.

Tombazis argumentou que a gestão manual de todos os parâmetros de energia seria humanamente inviável para os pilotos durante uma volta rápida. A entidade reforça que as limitações atuais de carga, conhecidas como delta do estado de carga (SOC), foram estabelecidas para evitar uma escalada tecnológica que exigiria baterias mais pesadas e volumosas, o que impactaria negativamente o peso total dos bólidos.

Perspectivas de ajuste no regulamento técnico

Embora a FIA mantenha a postura atual, o órgão reconhece que o regulamento vigente impôs um nível de complexidade superior ao desejado. A entidade aposta em ajustes graduais para mitigar os problemas apontados pelos competidores. Uma das medidas previstas é o reequilíbrio da matriz energética, que deve atingir a proporção de 60% de combustão e 40% elétrica até 2028.

Para aprofundar o entendimento sobre as diretrizes técnicas da categoria, é possível consultar os documentos oficiais disponibilizados pela FIA. A expectativa é que, embora as mudanças não eliminem totalmente a dependência do gerenciamento eletrônico, elas proporcionem um cenário mais equilibrado e menos frustrante para os pilotos nas próximas temporadas.

Fonte: motorsport.uol.com.br

Marcado:

SIGA PARA MAIS NOTÍCIAS

SIGA PARA MAIS NOTÍCIAS

@PODCASTGARAGEM

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

ÚLTIMOS POSTS