A Scuderia Ferrari está implementando uma significativa reestruturação em seu departamento de motores de Fórmula 1. A iniciativa visa “oxigenar” o grupo técnico, atualmente liderado por Enrico Gualtieri, e preparar a equipe para os desafios competitivos da temporada de 2027, com foco na redução da diferença de desempenho em relação aos principais concorrentes.
Essa movimentação estratégica inclui tanto transferências internas quanto a aguardada chegada de reforços externos de alto nível. O objetivo é infundir novas perspectivas e conhecimentos técnicos, essenciais para o desenvolvimento de uma unidade de potência mais competitiva e um monoposto capaz de disputar as primeiras posições.
Ferrari F1 intensifica reestruturação do departamento de motores
A reestruturação do departamento de motores da Ferrari F1 está em pleno andamento, com a equipe de Maranello já voltando sua atenção para o desenvolvimento do carro de 2027, mesmo enquanto continua aprimorando o atual SF-26. Entre as mudanças internas, destaca-se a transferência de Francesco Morettini, que chega da área de GT da Scuderia para assumir a tarefa de reorganizar o setor técnico.
Morettini, um especialista em eletromecânica e desenvolvimento de componentes estratégicos, integrará sua experiência à de Francesco Marino, responsável pela área de qualidade, e Luca Poggio, diretor da área híbrida e eletrônica. Esses profissionais, com mais de duas décadas de experiência na Scuderia, são considerados técnicos de alto nível, capazes de fortalecer a equipe existente com sua expertise.
Reforços estratégicos e a chegada de um especialista da Red Bull
A expectativa em Maranello é grande pela chegada de reforços externos, especialmente um nome de peso vindo da Red Bull Powertrains (RBPT). Embora o nome do engenheiro não tenha sido divulgado, a exigência de um ano de licença obrigatória antes de sua integração à Ferrari indica que se trata de um profissional de destaque no cenário da Fórmula 1.
Rumores sugerem que este especialista foi contratado pela Red Bull vindo da Mercedes AMG High Performance Powertrains, a equipe responsável pela unidade de potência que tem dominado a temporada de 2026, com um desempenho notável de 12 vitórias em 14 GPs. A chegada deste técnico é vista como uma oportunidade de trazer para a Ferrari a cultura e as filosofias de trabalho de dois grupos com abordagens distintas, prometendo ideias inovadoras para o desenvolvimento do motor.
Desenvolvimento do motor de 2027: inovações e desafios
O foco principal da Ferrari é definir o motor de 2027 com o objetivo claro de diminuir a diferença de potência em relação à Mercedes. A estratégia não prevê um abandono completo do conceito atual do motor, mas sim uma revisão profunda que incluirá o aumento da temperatura na câmara de combustão, graças a um cabeçote e componentes do motor de seis cilindros em aço.
Paralelamente, haverá uma evolução na gasolina fornecida pela Shell, buscando otimizar seu desempenho, já que no paddock ela ainda não é considerada a mais competitiva. Além disso, a adoção de um turbocompressor Garrett de diâmetro maior está prevista, alinhando-se às abordagens da Mercedes e da Red Bull para buscar mais potência e otimizar os tempos de recarga do sistema híbrido.
Mudanças internas e a visão para o futuro da Scuderia
As mudanças não se limitam ao departamento de motores. A Ferrari também planeja contratações específicas nas áreas de chassi e aerodinâmica, coordenadas pelo diretor técnico Loic Serra. O objetivo é maximizar as vantagens do projeto do motor 067/6, que ainda possui margem para redução de massas e um monoposto mais extremo na redução do arrasto.
A reformulação da carroceria na área abaixo das pernas dos pilotos também será necessária, em resposta ao recuo da bandeja em T definido pelo regulamento da FIA. Essas iniciativas reforçam a ambição da Ferrari de apresentar, no próximo campeonato, um carro capaz de desafiar a Mercedes. Diante desse cenário de reestruturação e investimentos, os rumores sobre uma possível substituição de Fred Vasseur no comando da Scuderia não encontram credibilidade, pois uma troca de liderança neste momento implicaria em um reinício de ciclo, o que não parece ser a intenção atual da direção da Ferrari. Para mais informações sobre o mundo da Fórmula 1, clique aqui.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































