A sete meses da eleição presidencial da Fifa, o cenário político da entidade máxima do futebol mundial sofreu um novo abalo. Nesta segunda-feira (17), a federação escocesa de futebol oficializou a retirada de seu apoio a Gianni Infantino, atual presidente da organização, que enfrenta uma crescente onda de críticas internas devido a propostas controversas de abertura da instituição a investidores privados.
O dirigente suíço-italiano, de 54 anos, ocupa o cargo desde 2016 e figura, até o momento, como o único candidato ao pleito marcado para março de 2027. Para assegurar a permanência no comando, ele necessita do respaldo da maioria das 211 associações-membro vinculadas à Fifa.
Crise de governança e isolamento político
A decisão da Associação Escocesa de Futebol (SFA) reflete um movimento mais amplo de descontentamento entre as confederações. Ian Maxwell, diretor-executivo da SFA, afirmou que a postura da entidade está alinhada com as diretrizes adotadas pela Uefa. Além da Escócia, associações como Inglaterra, Irlanda e País de Gales já confirmaram publicamente que não depositarão seus votos em favor de Infantino.
O descontentamento coletivo ganhou força na última semana, quando as confederações da Europa (Uefa), da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Ásia (AFC) publicaram uma carta aberta contundente. O documento enfatiza que o futebol não deve ser gerido por um único indivíduo e critica a postura de Infantino, argumentando que o dever de liderança é abandonado quando o dirigente se coloca acima do coletivo.
Demandas por transparência e diálogo
A justificativa para a retirada do suporte baseia-se em falhas estruturais apontadas pelas federações. Segundo Maxwell, houve evidências claras de problemas na gestão, destacando a falta de transparência e a ausência de diálogo efetivo com as associações-membro. O dirigente escocês reforçou que tais questões são fundamentais e exigem correções imediatas.
O debate sobre o futuro da governança na entidade está apenas começando. Embora a necessidade de mudanças seja um consenso entre os críticos, a forma como essa reestruturação será implementada permanece um ponto de interrogação. A pressão por uma gestão mais democrática e aberta coloca o atual presidente em uma posição de vulnerabilidade política inédita desde o início de seu mandato.
Fonte: gazetaesportiva.com


































