A organização de direitos humanos FairSquare formalizou, nesta quarta-feira (8), a intenção de levar à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) uma representação contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A entidade alega que o dirigente tem incorrido em violações recorrentes da neutralidade política, princípio fundamental que rege os membros da instituição olímpica.
Como membro do COI, Infantino está submetido ao juramento e às diretrizes da Carta Olímpica, que exige atuação independente de interesses comerciais e políticos. A denúncia da FairSquare coloca em xeque a postura do presidente da entidade máxima do futebol mundial diante de sua crescente proximidade com figuras políticas de alto escalão.
Neutralidade política e a conduta de Infantino
O cerne da controvérsia reside na interpretação da neutralidade exigida pelo COI. A FairSquare sustenta que a conduta do dirigente da Fifa tem extrapolado os limites institucionais, especialmente em episódios que envolvem o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proximidade entre ambos, manifestada em eventos públicos e declarações, tem gerado questionamentos sobre a imparcialidade necessária ao cargo.
Um dos pontos críticos citados é a participação de Infantino em uma cúpula de paz, onde o dirigente foi fotografado utilizando um boné com referências diretas aos mandatos de Trump. Esse comportamento levantou dúvidas sobre a compatibilidade de tal exposição com as normas éticas que regem os membros do movimento olímpico internacional.
Investigação e os mecanismos do COI
A integrante do COI, Kirsty Coventry, abordou a questão em declarações recentes, esclarecendo que, até o momento, a Comissão de Ética não havia sido formalmente acionada sobre o caso específico. Contudo, reforçou que o órgão possui mecanismos para apurar qualquer denúncia que chegue aos seus canais oficiais de comunicação.
O regulamento do COI permite que qualquer indivíduo reporte suspeitas de violações éticas, garantindo que o processo de investigação seja desencadeado caso haja evidências consistentes. A expectativa é que, com a formalização da queixa pela FairSquare, o comitê seja obrigado a avaliar se houve, de fato, um desvio de conduta por parte de Infantino.
Contexto institucional e relações de poder
Além das questões políticas, a gestão de Infantino na Fifa enfrenta escrutínio por decisões que parecem sofrer influências externas. A suspensão de uma punição aplicada ao jogador Folarin Balogun, após um suposto contato telefônico de Donald Trump com o presidente da Fifa, ilustra a complexidade das relações que a entidade mantém com o poder político.
Enquanto o COI tenta manter uma postura cautelosa, focando em suas atribuições esportivas e projetos de desenvolvimento, como o apoio a investimentos em infraestrutura em Gaza e na Palestina, a pressão externa aumenta. A transparência e a manutenção da integridade institucional tornaram-se prioridades para a organização diante das crescentes críticas sobre a conduta de seus membros influentes. Para mais informações sobre o cenário esportivo global, consulte o portal oficial da Olympic.
Fonte: gazetaesportiva.com


































