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Fachin convoca plenário do STF para decidir sobre investigação contra Alexandre de Moraes

A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu um patamar crítico nesta quarta-feira (09/09), após o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, intervir diretamente nas disputas envolvendo os magistrados André Mendonça e Alexandre de Moraes. O embate, que tem como epicentro as investigações sobre o Banco Master e relatórios da Polícia Federal (PF), forçou a convocação de uma sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira (15/09).

Intervenção de Fachin e a suspensão de decisões conflitantes

Em um movimento para conter a escalada de tensões, Edson Fachin suspendeu a ordem de André Mendonça que determinava o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Simultaneamente, o presidente do STF anulou a decisão do ministro Flávio Dino, que havia reintegrado ambos aos cargos. Além das medidas administrativas, Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news, anteriormente sob a condução de Alexandre de Moraes.

O cerne do conflito jurídico sobre o Banco Master

O julgamento agendado para o dia 15 de setembro analisará um relatório da PF que aponta supostas conexões entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso. A Procuradoria-Geral da República (PGR), liderada por Paulo Gonet, formalizou um pedido de anulação desse documento. O argumento central é que André Mendonça teria extrapolado suas competências ao solicitar investigações da PF na fase pré-processual sem consultar o plenário da Corte.

Precedentes inéditos e o futuro do inquérito

A sessão extraordinária representa um momento histórico, sendo a primeira vez que o Supremo discutirá a abertura de um inquérito contra um de seus próprios membros. Caso o plenário valide a tese da PGR sobre a irregularidade da atuação de Mendonça, a possibilidade de investigar Moraes pode ser descartada. O magistrado, que nega qualquer irregularidade, enfrenta alegações sobre encontros com Vorcaro e suposta influência em contratos envolvendo o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

Composição do plenário e dilemas de impedimento

O julgamento deve contar com a presença de dez ministros, visto que uma cadeira permanece vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. A participação de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e André Mendonça na votação permanece incerta, com juristas recomendando a abstenção dos três devido a conflitos de interesse e impedimentos declarados anteriormente. Para mais detalhes sobre o funcionamento da Corte, consulte o portal oficial do STF.

Fonte: terra.com.br

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