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Ex-dirigentes do Vasco são acusados de desviar ingressos de sócios para o Carnaval

Ex-dirigentes do Vasco são acusados de desviar ingressos de sócios para o Carnaval

Uma investigação aponta que ex-integrantes das diretorias do Vasco e da Vasco SAF utilizaram ingressos destinados a ações de relacionamento e ao programa de fidelidade de sócios-torcedores para fins pessoais durante o Carnaval de 2025. As entradas, que deveriam contemplar a base de torcedores do clube, foram aproveitadas por ex-gestores em um camarote na Sapucaí.

A denúncia, inicialmente reportada pelo portal Lance!, coloca em xeque a gestão de ativos promocionais do clube. Entre os nomes mencionados na apuração estão Felipe Carregal, ex-vice-presidente Jurídico, Silvio Almeida, ex-vice-presidente Financeiro, e Bianca Reis, que atuava na Diretoria Jurídica da Vasco SAF. Felipe Elias, atual conselheiro da SAF, também teve seu nome citado por ter solicitado um par de ingressos, embora tenha negado sua presença no evento.

Origem dos ingressos e falha no destino

Os bilhetes em questão eram provenientes de um acordo comercial firmado entre a Vasco SAF e uma empresa do setor de turismo. Pelo contrato, a agência adquiria entradas pelo valor integral para compor pacotes turísticos e, como contrapartida, o clube recebia uma cota de ingressos para o camarote. O planejamento original previa que esses acessos fossem distribuídos entre ações de relacionamento e o programa de sócio-torcedor, permitindo que os associados resgatassem as entradas através de pontos de fidelidade.

Versões e justificativas dos envolvidos

A condução do caso gerou reações distintas entre os citados. Enquanto Felipe Carregal e Bianca Reis optaram por não responder aos contatos da reportagem, Felipe Elias limitou-se a declarar que não compareceu ao desfile, sem fornecer detalhes adicionais sobre a solicitação dos ingressos.

Em contrapartida, Silvio Almeida apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo o ex-vice-presidente Financeiro, as entradas foram oferecidas pelo então CEO da SAF, Carlos Amodeo, em um grupo de comunicação que reunia conselheiros, assessores e dirigentes. Almeida afirmou que a orientação recebida era de que os ingressos seriam de uso exclusivo do CRVG, sem relação com o programa de sócios, e que a distribuição teria ocorrido com o conhecimento da presidência do clube.

Fonte: netvasco.com.br

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