O ex-jogador argentino Alejandro Mancuso, figura conhecida no futebol brasileiro por passagens por clubes como Palmeiras e Flamengo, tornou-se o centro de uma investigação que expõe um suposto esquema de venda de licenças falsas para treinadores. A denúncia, trazida a público pela jornalista Joanna de Assis, aponta que o ex-atleta oferecia certificados da ATFA (Asociación de Técnicos de Fútbol Argentino) por valores que chegavam a R$ 100 mil, prometendo a habilitação em apenas dez dias.
A dinâmica do suposto golpe no futebol
O processo para a obtenção de uma licença oficial de treinador, como a Licença PRO, exige habitualmente um período de formação de pelo menos três anos. A oferta de Mancuso, contudo, saltava todas as etapas formais de ensino, aulas e avaliações técnicas. O ex-meio-campista sustentava que os diplomas eram legítimos e possuíam validade superior aos cursos oferecidos pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
A facilidade com que a certificação era prometida levanta questionamentos sobre a conduta dos envolvidos. Ao oferecer um caminho curto e financeiro para uma habilitação profissional, o esquema contornou as exigências regulatórias do esporte. A investigação jornalística, publicada pelo UOL, detalha como o negócio era operado e quais nomes do cenário esportivo foram vinculados à prática.
Jogadores citados e a reação diante das denúncias
A lista de clientes apontados pelo argentino inclui nomes de peso do futebol mundial, como Felipe Melo, Luiz Gustavo, Thiago Silva, Roberto Carlos, Diego Lugano, Alex de Souza, Paulinho e Petkovic. A repercussão do caso gerou reações distintas entre os citados: enquanto alguns atletas alegaram ter sido enganados pelo esquema, outros optaram pelo silêncio, o que tem alimentado especulações sobre o nível de consciência de cada um sobre a ilegalidade da transação.
A postura de recusa em prestar esclarecimentos públicos é vista como um fator que aumenta a estranheza sobre o episódio. Em situações onde o nome de um profissional é associado a práticas ilícitas, a expectativa é de uma resposta imediata para desvincular a imagem pessoal de possíveis fraudes. O silêncio, neste contexto, acaba por gerar mais interrogações do que respostas sobre a participação consciente de quem buscou a facilitação.
Desdobramentos e a busca por transparência
O caso segue em apuração, com a expectativa de que novas informações sejam reveladas nos próximos dias. A investigação de Joanna de Assis promete esclarecer a extensão da rede montada por Alejandro Mancuso e o papel desempenhado por cada um dos envolvidos. A dúvida central que permanece é se todos os compradores foram vítimas de um golpe ou se houve conivência para obter vantagem indevida sobre aqueles que cumpriram o cronograma oficial de formação.
Fonte: uol.com.br


































