Em seu primeiro compromisso oficial após a conquista do bicampeonato da Copa do Mundo, a seleção da Espanha demonstrou resiliência e qualidade técnica ao vencer a Inglaterra por 3 a 2. O confronto, realizado neste sábado no estádio de Wembley, marcou a estreia de ambas as equipes na Liga das Nações e confirmou o excelente momento vivido pelos espanhóis, que acumulam uma sequência histórica de 39 partidas sem derrotas.
A partida foi marcada por um ritmo intenso desde os minutos iniciais, consolidando a expectativa de um duelo de alto nível entre duas das principais potências do futebol europeu atual. O resultado reafirma a hegemonia espanhola, enquanto a Inglaterra, sob o comando de Thomas Tuchel, busca ajustar sua estratégia após a eliminação nas semifinais do mundial.
Intensidade e reviravoltas no primeiro tempo
O início do jogo foi favorável aos visitantes, que pressionaram a saída de bola inglesa desde o apito inicial. Aos 2 minutos, Lamine Yamal aproveitou uma falha defensiva de Marc Guehi, invadiu a área e finalizou com precisão para abrir o placar. A Espanha manteve o controle das ações e chegou a balançar as redes novamente com Ferran Torres, aos 8 minutos, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento.
A Inglaterra, contudo, conseguiu reverter o cenário desfavorável ainda antes do intervalo. Em uma transição rápida aos 36 minutos, Bellingham serviu Anthony Gordon, que encobriu o goleiro Unai Simón. Quatro minutos depois, Harry Kane aproveitou um cruzamento da esquerda; a bola desviou em Cucurella e garantiu a virada dos donos da casa, levando o público em Londres ao delírio.
O papel das substituições na vitória espanhola
O segundo tempo trouxe um momento decisivo logo aos 8 minutos, quando Bellingham sofreu um pênalti após disputa com Rodri. Na cobrança, Harry Kane escorregou e tocou na bola duas vezes, resultando em um chute que explodiu no travessão, mantendo o placar favorável aos ingleses por pouco tempo.
Percebendo a necessidade de renovar o fôlego ofensivo, o técnico Luis de la Fuente promoveu as entradas de Mikel Oyarzabal e Alex Baena. A alteração provou ser o diferencial tático da partida. Aos 15 minutos, Baena empatou o jogo com um chute potente de fora da área após assistência de Olmo. A virada definitiva ocorreu aos 29 minutos, quando Baena serviu Oyarzabal, que finalizou com um toque sutil para selar o 3 a 2.
Consolidação do projeto espanhol
O apito final em Wembley não apenas confirmou os três pontos para a Espanha, mas também evidenciou a profundidade do elenco comandado por Luis de la Fuente. Mesmo diante de uma Inglaterra competitiva, que ocupa a terceira posição no ranking mundial, a seleção espanhola provou ter recursos táticos superiores para manter o controle mesmo quando pressionada.
A sequência invicta iniciada em março de 2024, após o empate com o Brasil, segue intacta. Para a equipe inglesa, o desafio agora é processar a derrota e ajustar o sistema defensivo, enquanto a Espanha segue como a referência a ser batida no cenário internacional.
Fonte: terra.com.br

































