O retorno de Novak Djokovic às quadras de Pequim foi marcado por uma atuação estratégica e um teste de resistência física. Após quase um mês sem competir oficialmente, o sérvio superou o português Nuno Borges com parciais de 6/3 e 7/6, em uma partida que durou 1h52. O triunfo no ATP 500 de Pequim reafirma a hegemonia do ex-número 1 do mundo no torneio chinês, onde se mantém invicto.
Apesar do placar em sets diretos, o confronto exigiu foco total do atleta, especialmente no segundo set, quando o desgaste físico se tornou evidente. Djokovic recorreu ao seu serviço como principal arma para controlar o ritmo da partida e garantir pontos rápidos, evitando trocas de bola excessivamente longas que poderiam comprometer seu desempenho sob as condições climáticas da capital chinesa.
A importância do saque na estratégia de Djokovic
O serviço foi o pilar da vitória de Djokovic, que atingiu um aproveitamento de 71% com o primeiro saque e venceu 88% dos pontos disputados com esse fundamento. O tenista destacou que, neste nível competitivo, a eficiência no saque e na jogada subsequente representa uma vantagem decisiva para manter o controle do jogo.
Mesmo após precisar de atendimento médico quando perdia por 3/2 no segundo set, o sérvio demonstrou resiliência. Ele conseguiu neutralizar a pressão do adversário ao vencer os dois games de serviço seguintes sem ceder um único ponto, garantindo a estabilidade necessária para fechar a partida no tie-break.
Conexão com a torcida e ambiente em Pequim
O Estádio Diamante, com capacidade para 14 mil espectadores, estava lotado para a estreia do sérvio, um cenário que o próprio atleta admitiu ter gerado um nervosismo inicial. Djokovic ressaltou que a relação com os fãs chineses é singular, descrevendo a lealdade e a paixão demonstradas pelo público local como algo que não encontra em nenhum outro lugar do circuito profissional.
O tenista também comentou sobre a evolução do tênis masculino na China, observando que o país está no caminho certo para consolidar talentos, seguindo a tradição já estabelecida no circuito feminino. Para o sérvio, o crescimento do esporte na região é um reflexo positivo do investimento e do interesse crescente da nação pela modalidade.
Desafios futuros e o confronto contra Yunchaokete Bu
Nas oitavas de final, Djokovic enfrentará o chinês Yunchaokete Bu, número 104 do mundo. O sérvio reconheceu que o duelo contra um jogador da casa, apoiado por uma torcida fervorosa, apresenta um desafio adicional, mas mantém a confiança no seu nível técnico atual para avançar na competição.
Com 30 vitórias e seis títulos acumulados em Pequim, o tenista busca manter sua sequência invicta após um hiato de 11 anos sem participar do evento. Ele ressaltou que, devido às temperaturas mais baixas, a bola tende a ficar mais lenta, o que exige ajustes táticos para enfrentar o estilo agressivo de seus próximos oponentes. Mais informações sobre o torneio podem ser conferidas no portal TenisBrasil.
Fonte: tenisbrasil.uol.com.br
































