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Disputa pelo controle da SAF do Botafogo trava negociação com a GDA Luma

Disputa pelo controle da SAF do Botafogo trava negociação com a GDA Luma

O processo de transição acionária da SAF do Botafogo enfrenta um novo capítulo de incertezas. A empresa GDA Luma, que possuía um acordo encaminhado com a Cork Gully — administradora da Eagle Bidco — para a aquisição das ações do clube, viu o negócio ser paralisado após uma intervenção direta de John Textor.

Impacto da proposta de John Textor nas negociações

Conforme apurado pelo jornalista Thiago Franklin, a assinatura do contrato entre a GDA Luma e a Cork Gully estava programada para o dia 3 de julho. No entanto, a administradora comunicou à compradora que havia recebido uma nova oferta por parte de John Textor, o que alterou drasticamente o cenário das tratativas.

A proposta apresentada pelo empresário consiste no perdão de uma dívida de US$ 24 milhões, equivalente a cerca de R$ 124 milhões, que o Lyon mantém com o Botafogo. Esse movimento estratégico colocou as negociações anteriores em xeque, fazendo com que o processo retornasse à estaca zero.

Acordo financeiro e o papel da GDA Luma

No desenho original do negócio, a GDA Luma havia se comprometido a realizar o pagamento de US$ 5,5 milhões, valor destinado a cobrir custos com honorários advocatícios. A mudança de rota imposta pela oferta de John Textor gerou um imbróglio jurídico e financeiro que se arrasta desde então.

A complexidade da transação reflete a disputa pelo controle da estrutura da SAF. Enquanto as partes tentam alinhar os interesses, o futuro da gestão do futebol alvinegro permanece em um estado de indefinição, aguardando novos desdobramentos entre os envolvidos.

Mudança na estrutura acionária da SAF

Em paralelo às negociações com a GDA Luma, o Botafogo social tomou uma medida decisiva nos últimos dias. Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, o clube acionou o chamado “bônus de subscrição” previsto no acordo de acionistas.

Com essa movimentação, o Botafogo social assume a posição de acionista majoritário da SAF, detendo agora 51% das ações. Consequentemente, a Eagle/Cork Gully passa a deter uma participação de 49%, alterando o equilíbrio de poder dentro da instituição enquanto as disputas judiciais e comerciais continuam em curso.

Fonte: fogaonet.com

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