O cenário das entidades esportivas brasileiras atravessa um momento de instabilidade institucional. Neste sábado (15), Juliana Silveira e Gustavo Souza oficializaram suas renúncias aos cargos de presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do levantamento de peso e do Conselho de Ética da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), respectivamente.
As saídas ocorrem na esteira de uma série de controvérsias iniciadas por denúncias anônimas, que levaram ao afastamento temporário de gestores na CBTM e na Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP). Embora os dirigentes afastados tenham retornado aos seus postos, o clima de tensão interna persiste entre as cúpulas das instituições.
Conflitos internos e a crise na gestão da CBTM
A crise na CBTM ganhou contornos críticos após Gustavo Souza, então presidente do Conselho de Ética, determinar o afastamento da diretoria da entidade. A medida foi fundamentada em denúncias anônimas sobre supostas irregularidades, culminando na nomeação de Marcelo Jucá como interventor temporário.
A cúpula da CBTM reagiu prontamente, acionando o STJD para suspender a decisão. Diretores da confederação classificaram a ação como um “ato conspiratório”, questionando a legitimidade da nomeação do interventor. Geraldo Campestrini, representante da entidade, argumentou que o estatuto da CBTM não confere ao presidente do Conselho de Ética a prerrogativa de realizar tal intervenção.
Defesa de ritos e a posição de Gustavo Souza
Em contrapartida, Gustavo Souza sustentou que sua atuação respeitou rigorosamente os trâmites legais. Em entrevista ao UOL, ele afirmou que o afastamento possuía caráter provisório, com duração de 30 dias, visando garantir a lisura das investigações.
Em sua carta de renúncia, Souza enfatizou que sua gestão foi pautada pela independência e pela defesa do interesse esportivo. O ex-presidente reforçou que todas as decisões tomadas durante seu mandato foram orientadas pela boa-fé e pela necessidade de aprimoramento institucional.
Bloqueio de acesso e o desfecho no STJD da CBLP
No âmbito da CBLP, a situação envolveu o afastamento do presidente Ranier Rezende, determinado pelo STJD sob a assinatura de Juliana Siqueira. O gestor retornou às suas funções após o arquivamento do caso, que durou quatro dias, enquanto a vice-presidente Maria Elizabete Jorge ocupou o cargo interinamente.
Juliana Siqueira justificou sua renúncia citando uma grave quebra de garantias funcionais. Segundo a ex-presidente, sua conta de e-mail institucional foi bloqueada abruptamente e mensagens foram apagadas sem justificativa formal. Ela afirmou que a decisão de deixar o cargo visa preservar a credibilidade da Justiça Desportiva e pacificar o ambiente institucional.
Fonte: uol.com.br

































