O paradeiro de Bruno Fernando Rego, um brasileiro de 28 anos natural de Capivari, no interior de São Paulo, permanece um mistério após 24 dias de seu desaparecimento na França. O jovem, que residia na região metropolitana de Paris, atuava como motorista de aplicativos e realizava viagens internacionais de forma independente, sendo visto pela última vez no início de julho.
Circunstâncias do desaparecimento e o último contato
O último registro de comunicação de Bruno ocorreu no dia 5 de julho, quando manteve contato com um amigo em sua cidade natal. Desde então, o silêncio absoluto tem angustiado seus familiares, que buscam desesperadamente por qualquer informação que possa auxiliar as autoridades locais nas buscas pelo paradeiro do motorista.
O caso é tratado pela família como incomum devido a uma série de fatores. Segundo relatos, o brasileiro havia perdido o passaporte recentemente e desapareceu sem levar pertences, portando apenas a roupa do corpo. Além disso, o telefone celular de Bruno parou de receber chamadas logo após o início do período de desaparecimento.
Dificuldades burocráticas e a atuação das autoridades
A irmã de Bruno, Beatriz Rego, que reside em Portugal, relatou à TV Globo as barreiras enfrentadas para que o caso fosse devidamente apurado. Inicialmente, amigos próximos não conseguiram registrar a ocorrência na França, sob a justificativa de que a legislação local reconhece o direito de um indivíduo de se ausentar, o que dificultou a abertura de uma investigação formal.
Diante do impasse, Beatriz precisou formalizar o boletim de ocorrência em território português para que as autoridades francesas fossem acionadas. Atualmente, o caso está sob a condução das autoridades da França, enquanto a família questiona a falta de transparência sobre detalhes cruciais, como o paradeiro do veículo alugado que Bruno utilizava, o qual possuía sistema de rastreamento por satélite.
Acompanhamento do Ministério das Relações Exteriores
O Ministério das Relações Exteriores confirmou, por meio de nota oficial, que acompanha o desenrolar dos fatos através do Consulado-Geral do Brasil em Paris. No entanto, o órgão ressaltou que, por questões de privacidade e sigilo, não divulga informações detalhadas sobre atendimentos consulares ou o status específico das investigações em curso.
Enquanto a família aguarda por respostas concretas, a incerteza sobre o que aconteceu com o motorista brasileiro em solo francês mantém o caso em evidência, com parentes e amigos mobilizados na tentativa de pressionar por uma resolução rápida e eficaz por parte dos órgãos competentes.
Fonte: terra.com.br


































