A gestão do elenco rubro-negro voltou a ser alvo de debates intensos nos bastidores do futebol brasileiro. O colunista Rodrigo Mattos, durante a Live do Flamengo no Canal UOL, defendeu que o técnico Leonardo Jardim precisa integrar o volante Nicolás De la Cruz nas escalações principais da equipe. Segundo o jornalista, o atleta possui plenas condições físicas, contrato vigente e um alto investimento financeiro que justifica sua utilização imediata nos gramados.
A necessidade de aproveitar o elenco disponível
O debate ganha força após a ausência de De la Cruz no confronto contra o Corinthians, motivada pelo limite de estrangeiros imposto pelo regulamento do Brasileirão. No entanto, com a suspensão de Pulgar, uma vaga no setor de meio-campo foi aberta, criando a oportunidade ideal para o treinador testar novas peças. Mattos argumenta que não faz sentido manter um jogador apto no banco de reservas enquanto o clube lida com o desgaste físico de outros titulares.
O colunista enfatizou que, em suas participações anteriores, o desempenho do volante não apresentou falhas que justificassem o ostracismo. “Ele fisicamente está inteiro e apto para jogar, então coloca no banco ou, se ele consegue atuar, coloca para jogar. Ele tem contrato e é bem pago”, afirmou Mattos, cobrando uma postura mais pragmática da comissão técnica em relação à rotatividade do grupo.
Críticas à restrição de opções no meio-campo
Além da situação específica de De la Cruz, a análise aponta para uma tendência de Leonardo Jardim em restringir suas escolhas a um grupo reduzido de atletas. De acordo com o jornalista Bruno Braz, o treinador tem demonstrado em entrevistas coletivas a percepção de que o plantel possui “volantes demais”, o que pode indicar uma reformulação no setor para a próxima temporada. Essa visão, contudo, é vista como contraditória, já que o técnico frequentemente menciona a profundidade do elenco como um trunfo.
Atualmente, o rodízio tem se limitado a nomes como Pulgar, Jorginho, Evertton Araújo e Paquetá. A falta de utilização dos demais jogadores disponíveis gera questionamentos sobre a eficácia da gestão de talentos no Flamengo. Para Mattos, a estratégia de manter um grupo curto ignora a necessidade de preservar os atletas que suportam a carga principal de jogos durante o calendário exaustivo do futebol nacional.
O patamar de excelência na posição
O debate sobre a qualidade técnica dos volantes atuais também trouxe comparações históricas. Rodrigo Mattos questionou a hierarquia do setor ao indagar sobre quem seria o melhor volante do clube desde a era de Andrade. Ao exaltar o desempenho atual de Jorginho, o colunista reforçou que a avaliação deve ser baseada no rendimento prático dentro de campo, e não apenas em projeções ou nomes de peso que, por vezes, não entregam o esperado, citando como exemplo a passagem de Vidal pela equipe.
Fonte: uol.com.br


































