A mais recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, 11, revela um cenário de equilíbrio na rejeição dos principais nomes do espectro político nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente, ambos com 46% de menções negativas entre os eleitores entrevistados.
O índice reflete a parcela do eleitorado que declara não votar, de maneira alguma, nos referidos nomes em uma eventual disputa pelo Palácio do Planalto. Na rodada anterior do levantamento, os números apresentavam uma variação mínima, com o parlamentar do PL registrando 47% de recusa e o petista marcando 45%, mantendo a estabilidade dentro da margem de erro.
Panorama da rejeição entre lideranças políticas
Além dos dois nomes que lideram o índice de aversão, o levantamento mapeou a percepção do público sobre outras figuras públicas. Renan Santos ocupa a terceira posição, com 17% de rejeição. Logo atrás, aparecem o governador Romeu Zema, com 16%, o governador Ronaldo Caiado, com 14%, e Augusto Cury, com 10%.
A metodologia utilizada pelo Datafolha consistiu na entrevista de 2.002 pessoas, com idade igual ou superior a 16 anos, entre os dias 8 e 10 de setembro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%, estando devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026.
Contexto político e investigações em curso
Este cenário de opinião pública se desenrola em um momento de intensa movimentação nos bastidores de Brasília. As apurações da Polícia Federal sobre o chamado caso Master, que envolve trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, têm pautado o debate político.
O episódio gerou desdobramentos internos na Corte, especialmente após a decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo dos autos. Enquanto presidenciáveis de direita utilizam o tema como munição para pressionar o tribunal, o Palácio do Planalto mantém uma postura de distanciamento, evitando se envolver diretamente nas discussões que envolvem o Judiciário.
Fonte: terra.com.br


































