A eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo, após uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, desencadeou uma onda de críticas contundentes por parte da imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian, em uma análise publicada nesta segunda-feira (6), colocou em xeque a atual estrutura da Seleção Brasileira, questionando se a equipe se tornou mais uma marca comercial do que um time de futebol competitivo.
Identidade e prestígio em xeque
A publicação aponta que, embora o Brasil mantenha o status de referência histórica e cultural no esporte, o desempenho em campo não condiz com o peso da camisa. O veículo destaca um jejum preocupante, lembrando que o último título relevante foi a Copa América de 2019. Desde então, a Seleção acumula eliminações consecutivas antes das semifinais, evidenciando uma desconexão entre o prestígio global e a realidade técnica apresentada no torneio.
Fragilidades táticas e elenco incompleto
O diagnóstico do jornal sobre o desempenho brasileiro é severo. O The Guardian descreve a atuação da equipe como “comum” e “insegura”, apontando a dependência excessiva de jogadores veteranos no meio-campo, que apresentaram criatividade limitada. Além disso, a falta de um centroavante confiável e a inexperiência de nomes como Endrick, aos 19 anos, foram citadas como fatores que impediram o Brasil de atingir um nível de exigência condizente com a competição.
O desafio de Carlo Ancelotti
Mesmo sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção não encontrou as respostas necessárias para superar o bloqueio norueguês. A análise sugere que a estratégia montada pelo treinador, focada em explorar erros do adversário, falhou devido à falta de intensidade e ao desperdício de oportunidades claras. Mesmo com as entradas de Neymar e outros atletas no segundo tempo, o panorama da partida não sofreu a alteração esperada, selando a queda brasileira.
Um longo caminho até 2030
Com o encerramento precoce da participação brasileira na Copa do Mundo de 2026, o país enfrenta agora um cenário de incertezas. A Seleção amplia para 28 anos o jejum de títulos mundiais, superando o intervalo histórico entre 1970 e 1994. O jornal ressalta que, a partir deste momento, restam quase 1.500 dias de preparação até que o Brasil possa, novamente, buscar o hexacampeonato em um palco mundial. Para mais detalhes sobre o cenário esportivo, acompanhe a cobertura completa no ge.
Fonte: ge.globo.com


































