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Credores do Vasco acionam a Justiça para suspender venda da nova SAF

Credores do Vasco acionam a Justiça para suspender venda da nova SAF

Um grupo composto por oito credores trabalhistas do Vasco da Gama apresentou uma manifestação formal à 4ª Vara Empresarial da Capital, solicitando a suspensão imediata do processo de venda da UPI Equity. A medida visa interromper a criação da chamada Nova SAF e a transferência dos ativos do futebol, sob a alegação de que o modelo atual de negociação viola o Plano de Recuperação Judicial previamente homologado pela instituição.

Questionamentos sobre a destinação de recursos e o plano de recuperação

O ponto central da disputa judicial reside na aplicação dos valores previstos na operação. Os credores argumentam que a proposta atual direciona os recursos exclusivamente para o departamento de futebol, ignorando a necessidade de amortização das dívidas existentes. Segundo a petição, essa estratégia contraria diretamente a Cláusula 4.1.2.1 do Plano de Recuperação Judicial, que estabelece um fluxo financeiro obrigatório para o pagamento integral dos créditos concursais.

Entre os nomes que assinam a manifestação estão figuras conhecidas do futebol, como os jogadores Breno, Luiz Gustavo e William Barbio, além de outros cinco credores. O grupo reforça que não se opõe à entrada de novos investimentos no clube, mas exige que qualquer transação respeite as garantias financeiras estabelecidas legalmente para o saneamento das contas do Vasco da Gama.

Riscos na transferência de ativos e falta de transparência

Além da questão financeira, os credores alertam para os riscos operacionais da transferência dos ativos esportivos para uma nova sociedade. A preocupação é que, ao esvaziar a estrutura atual de seus principais geradores de receita, a capacidade de pagamento do clube fique severamente comprometida, inviabilizando o cumprimento das metas de longo prazo previstas no plano de recuperação.

A manifestação aponta ainda uma carência de documentos essenciais para a análise da operação. O grupo destaca a ausência de uma avaliação independente dos ativos, a falta de detalhamento sobre o processo de dropdown e a inexistência de uma demonstração clara sobre como a venda impactará o fluxo de caixa destinado aos credores. Diante disso, solicitam que o pagamento da operação seja realizado exclusivamente em dinheiro, via depósito judicial, vedando qualquer tipo de compensação com créditos prévios.

Pedido de tutela de urgência e exigências legais

O pleito judicial busca uma tutela de urgência que suspenda a fase decisória do processo competitivo por um período de até 30 dias, ou até que ocorra uma Assembleia Geral de Credores. A intenção é garantir que os interessados tenham tempo hábil para avaliar os impactos da transação sob a supervisão do juízo competente.

Caso a Justiça decida pela continuidade da venda, os credores exigem condicionantes rigorosas. Entre as garantias solicitadas estão a fixação de um preço mínimo baseado em laudo técnico independente, a destinação compulsória de parte dos recursos para o passivo concursal e a preservação integral dos mecanismos de proteção previstos na Lei da SAF.

Fonte: netvasco.com.br

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