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Corinthians enfrenta novo transfer ban da Fifa por pendências financeiras

Imagem gerada com IA

O Corinthians iniciou a semana sob uma nova restrição administrativa imposta pela Fifa. A entidade máxima do futebol mundial aplicou um novo transfer ban ao clube paulista, impedindo o registro de novos atletas por tempo indeterminado. A medida surge em um momento crítico de planejamento para a temporada, complicando as movimentações da diretoria no mercado da bola.

Segundo apuração do portal UOL, a punição não está ligada a dívidas contratuais de jogadores, mas sim ao não pagamento de multas processuais. Embora o clube tenha regularizado pendências anteriores com credores como Santos Laguna, Shakhtar Donetsk, Talleres e o meia Matías Rojas, as taxas administrativas devidas à entidade não foram quitadas, motivando o novo bloqueio.

Impacto financeiro e a busca por regularização

O montante pendente com a Fifa gira em torno de 200 mil dólares, valor que equivale a pouco mais de R$ 1 milhão na cotação atual. A expectativa da diretoria alvinegra é de que o impedimento seja removido imediatamente após a quitação desses valores. Internamente, o clube descarta riscos de perda de pontos ou outras sanções desportivas mais graves devido a este débito específico.

Acúmulo de restrições e o caso Philadelphia Union

Este é o segundo transfer ban que recai sobre o Corinthians atualmente. Desde maio, o clube já estava impedido de registrar novos nomes devido a uma dívida de 1,5 milhão de dólares com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos. O débito refere-se à contratação do volante José Martínez, realizada em 2024, na qual apenas a parcela inicial de 200 mil dólares foi honrada.

Desafios internos e fluxo de caixa

A situação administrativa reflete um cenário de pressão no fluxo de caixa do clube. Além das multas internacionais, o Corinthians enfrenta dificuldades para manter em dia os compromissos com o elenco e funcionários. Embora os salários de maio e junho tenham sido quitados, o pagamento dos direitos de imagem de junho permanece em aberto, gerando desconforto entre os atletas.

O goleiro Hugo Souza, uma das lideranças do grupo, admitiu publicamente o incômodo com os atrasos após o amistoso contra o Cascavel. Paralelamente, funcionários contratados como pessoa jurídica (PJ) também aguardam o depósito dos valores, que deveriam ter sido processados no dia 10 de cada mês, agravando o ambiente de instabilidade nos bastidores do clube.

Fonte: uol.com.br

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