Uma reviravolta contratual envolvendo o atacante Memphis e o Corinthians gerou um cenário de incertezas e possíveis desdobramentos jurídicos para o clube paulista. Após o jogador assinar a minuta final de um novo vínculo, a diretoria alvinegra optou por recuar e desistir da renovação, mesmo com a formalização do documento. A decisão pode acarretar em novas disputas legais, somando-se a valores já devidos ao atleta.
A situação, que culminou na madrugada da última sexta-feira para sábado com a troca das versões finais do contrato, coloca o Corinthians em uma posição delicada. A assinatura do atacante no documento formalizado, que chegou a ser inserido no sistema interno do clube, não foi suficiente para selar o acordo, levando à desistência da diretoria.
Desistência do Corinthians gera potencial litígio
A decisão do Corinthians de não prosseguir com a renovação após a assinatura de Memphis pode abrir um novo capítulo de problemas jurídicos. O jogador já manifestou publicamente a intenção de buscar as medidas cabíveis para cobrar os valores que considera ter direito, além da dívida preexistente do clube com ele.
A dívida atual é estimada em R$ 43 milhões, mas pode alcançar R$ 77 milhões com a aplicação de penalidades contratuais. Além disso, a equipe jurídica do atleta avalia a possibilidade de pleitear uma indenização por danos morais e pelo descumprimento da proposta de renovação. Este cenário se apoia no artigo 427 do Código Civil Brasileiro, que estabelece a obrigatoriedade de uma proposta quando preenchidos os requisitos legais, sugerindo que o recuo do clube após a formalização pode justificar uma indenização.
Corinthians avalia responsabilização de antiga gestão
Em meio à complexidade da situação com Memphis, o Corinthians também analisa internamente a possibilidade de responsabilizar os envolvidos na negociação do primeiro contrato do atacante. A atual gestão do clube estuda medidas contra o ex-presidente Augusto Melo, Vinícius Cascone e Pedro Silveira, que participaram da elaboração do acordo inicial firmado em 2024.
A avaliação interna é de que o contrato original pode ter sido prejudicial à saúde financeira da instituição. Diante disso, o clube busca formas de responsabilizar os antigos dirigentes pelas condições que levaram à atual dívida e aos potenciais novos litígios com o jogador.
Memphis considera parcelamento da dívida em novo cenário
Apesar da postura firme em cobrar os valores devidos, Memphis não descarta a possibilidade de aceitar um eventual parcelamento da dívida com o Corinthians. Esta alternativa ganha força caso o atacante decida permanecer no futebol brasileiro, com clubes como Flamengo e Vasco já demonstrando interesse em sua contratação.
A preferência do holandês é continuar atuando no país. Em um cenário hipotético, Memphis poderia receber um salário expressivo, como cerca de R$ 1,8 milhão por mês em uma transferência para o Flamengo, enquanto simultaneamente receberia as parcelas da dívida do Corinthians. Essa configuração permitiria ao jogador manter sua estabilidade financeira e profissional, conciliando a cobrança dos valores passados com um novo ciclo em sua carreira no Brasil.
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Fonte: gazetaesportiva.com

































