O Corinthians falhou no pagamento da parcela dos direitos de imagem do elenco masculino vencida nesta terça-feira (20). Com este novo revés, o clube acumula três meses de pagamentos pendentes com os jogadores do plantel.
A gestão de Osmar Stábile deixou de realizar a quitação pelo terceiro mês consecutivo, marcando o maior período de débito acumulado pelo clube na temporada de 2026. Cada parcela representa aproximadamente R$ 10 milhões, elevando o montante devido apenas nessa rubrica para R$ 30 milhões.
Impacto financeiro e recursos retidos
A diretoria corinthiana tentou negociar a liberação de valores atrelados à Neo Química Arena que se encontravam retidos junto à Caixa e ao Fundo Arena. Embora parte dessa quantia tenha sido destravada, o montante não entrou nos cofres a tempo de honrar o compromisso financeiro com os atletas na data estipulada.
Historicamente, a administração opera com uma margem de tolerância de até dois dias para a liquidação dessa obrigação específica, limite que se encerra geralmente no dia 22. Caso o depósito não ocorra até o prazo estipulado, a marca de atraso ultrapassará formalmente a janela operacional rotineira.
Situação salarial e pendências adicionais
Enquanto os direitos de imagem seguem em aberto, os salários registrados em carteira encontram-se rigorosamente em dia. Essa modalidade de remuneração também enfrentou instabilidades e atrasos recorrentes ao longo dos meses anteriores, mas as faturas mais recentes foram devidamente quitadas.
Além dos valores referentes à imagem do grupo, o clube paulista carrega pendências financeiras ligadas a premiações decorrentes de campanhas na Libertadores e no Campeonato Brasileiro. O cenário reflete o balanço negativo divulgado recentemente pelas instâncias administrativas.
Déficit orçamentário e punições esportivas
O clube acumulou um déficit financeiro de R$ 278,705 milhões entre os meses de janeiro e julho de 2026. O prejuízo superou em 258% a projeção estipulada no orçamento oficial para o período, agravando a crise institucional.
Essa instabilidade econômica impacta diretamente o planejamento esportivo e a montagem do plantel profissional. A instituição segue impedida de registrar novos atletas desde 21 de maio, acumulando três sanções do tipo transfer ban em decorrência de dívidas que somam cerca de R$ 21,5 milhões.
Fonte: uol.com.br

































