O intervalo necessário antes da reta final
Após 27 dias de disputas ininterruptas, a Copa do Mundo entra em um breve período de respiro. O torneio, que iniciou sua jornada em 11 de junho com a participação de 48 seleções, faz uma pausa de 24 horas para que as oito equipes sobreviventes possam ajustar suas estratégias antes do início das quartas de final, marcado para quinta-feira.
Esta edição do mundial, que expandiu seu formato com 16 equipes a mais em comparação ao torneio de 2022 no Catar, já contabiliza 96 partidas realizadas de um total de 104. O cenário atual reflete a imprevisibilidade do futebol moderno, com a ausência de potências históricas como Brasil e Alemanha, além de seleções que chegaram com expectativas elevadas, como Holanda e Portugal.
Protagonismo de Messi e a defesa do título argentino
A Argentina segue firme na defesa do título, buscando um feito histórico: tornar-se a primeira seleção a conquistar o bicampeonato consecutivo desde o Brasil de 1958 e 1962. A trajetória da equipe tem sido marcada por superações, incluindo uma virada milagrosa contra o Egito nas oitavas de final, onde reverteram um placar de 2 a 0 nos minutos finais para vencer por 3 a 2.
O desempenho da Albiceleste é sustentado pela genialidade de Lionel Messi. Aos 39 anos, o craque atingiu a marca de 21 gols em Copas do Mundo, tornando-se o maior artilheiro da história da competição. Ele superou o recorde anterior de 16 gols, que pertencia ao alemão Miroslav Klose, consolidando seu legado como um dos maiores jogadores de todos os tempos.
A intensa disputa pela Chuteira de Ouro
Além da taça, o torneio vive uma batalha acirrada pela Chuteira de Ouro. A lista de artilheiros é liderada por Lionel Messi, seguido de perto por Kylian Mbappé, que acumula 19 gols em sua trajetória em Mundiais. O norueguês Erling Haaland, com 7 gols, e o inglês Harry Kane, com 6, também permanecem como ameaças constantes às defesas adversárias.
O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, descreveu a voracidade desses atletas como a de tubarões que sentem o cheiro de sangue. O recorde de 13 gols em uma única edição, estabelecido pelo francês Just Fontaine em 1958, permanece como a marca a ser batida, embora o foco principal das seleções continue sendo a glória coletiva no torneio da FIFA.
O novo equilíbrio entre as seleções
A configuração das quartas de final revela uma mudança no panorama do futebol mundial. Enquanto seleções como França, Inglaterra e Espanha confirmaram seu favoritismo, o torneio também abriu espaço para surpresas. Equipes como Marrocos, Bélgica, Suíça e Noruega buscam consolidar suas campanhas em uma fase onde a tradição tem sido desafiada pela eficiência tática.
O destino final desta jornada será o MetLife Stadium, nos arredores de Nova York, onde a grande final será disputada em 19 de julho. Até lá, seis seleções europeias, uma africana e uma sul-americana medirão forças para definir quem levantará o troféu mais cobiçado do planeta.
Fonte: gazetaesportiva.com


































