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Conselho Deliberativo do Vasco mantém votação nominal sobre venda da SAF

A definição sobre o futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco caminha para um momento decisivo dentro do Conselho Deliberativo. O presidente do órgão, João Riche, mantém a postura de realizar a votação de forma aberta e nominal, contrariando as pressões de alas da oposição que defendem o sigilo na contagem dos votos.

O processo, que envolve a alteração do percentual de ações a serem negociadas, tornou-se o epicentro de uma disputa política intensa nos bastidores do clube. A decisão de manter o rito aberto reflete o desejo da maioria dos conselheiros, que buscam transparência em uma pauta considerada fundamental para a estrutura administrativa da instituição.

Divergências sobre o percentual de ações da SAF

O ponto central da discórdia reside na proposta de elevar de 80% para 90% a fatia das ações da SAF disponíveis para venda. O grupo de oposição, vinculado às cadeiras de Leven Siano, articula uma resistência expressiva contra essa mudança, argumentando que a alteração inviabilizaria o modelo de negócio proposto para o investidor Marcos Lamacchia.

Lideranças desse bloco político estimam que, dos 36 conselheiros aptos a participar do pleito, 33 manifestariam voto contrário à alteração. Essa contagem, se confirmada, coloca em xeque a viabilidade da transação nos moldes atuais, gerando um impasse que reverbera em toda a estrutura do Vasco da Gama.

Pressão política e ameaça de judicialização

O clima de tensão é agravado pela possibilidade de judicialização do processo. Opositores alegam que houve uma aceleração indevida dos ritos internos, sustentando que o tempo concedido para a análise de uma decisão de tamanha magnitude foi insuficiente para os padrões de governança do clube.

Em contrapartida, a atual gestão refuta as críticas sobre a celeridade. Defensores da proposta argumentam que o tema foi amplamente debatido ao longo dos últimos meses e alertam que qualquer adiamento poderia postergar a definição da venda para o período eleitoral, criando incertezas desnecessárias para o planejamento financeiro do futebol.

Fonte: netvasco.com.br

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