A edição atual da Copa do Mundo estabeleceu um marco logístico inédito ao ser realizada simultaneamente em três nações: Estados Unidos, México e Canadá. Entre as 48 seleções participantes, a Colômbia destacou-se como a única equipe a atuar em todos os territórios que sediaram o torneio, enfrentando desafios de deslocamento e adaptação climática ao longo de sua trajetória.
A logística colombiana entre três nações
A jornada colombiana começou com a disputa da fase de grupos, que exigiu passagens pelo território mexicano e norte-americano. Integrante do Grupo K, a seleção enfrentou o Uzbequistão e a RD Congo em solo mexicano, enquanto o confronto decisivo contra Portugal foi realizado nos Estados Unidos.
Após garantir a liderança de sua chave, a equipe seguiu para os Estados Unidos para o duelo das oitavas de final contra Gana. A trajetória, contudo, encerrou-se no Canadá, onde a seleção foi eliminada pela Suíça em uma partida disputada em Vancouver.
Distribuição das seleções pelos países-sede
O desenho do torneio, planejado pela Fifa antes do sorteio realizado em dezembro, ditou o caminho das equipes conforme o desempenho em campo. Enquanto a Colômbia percorreu todo o trajeto continental, outras nações tiveram itinerários mais restritos.
- Estados Unidos: Receberam o Brasil e outras 14 seleções, que atuaram exclusivamente em solo americano.
- México: Foi o palco exclusivo de seleções como o próprio México e a Coreia do Sul.
- Combinações: Treze países dividiram suas partidas entre Estados Unidos e México, enquanto 17 seleções atuaram apenas nos Estados Unidos e no Canadá.
O cenário final do torneio
Embora a competição se aproxime de seu desfecho, com a final entre Espanha e Argentina e a disputa de terceiro lugar entre França e Inglaterra, o panorama geográfico das participações está consolidado. As partidas decisivas, agendadas para ocorrer em território norte-americano, não alteram a estatística de que apenas a Colômbia conseguiu a façanha de jogar nos três países anfitriões.
Este formato multisede impôs uma dinâmica distinta para atletas e comissões técnicas, exigindo um planejamento rigoroso. A experiência colombiana, portanto, torna-se um estudo de caso sobre a complexidade de organizar um evento global de tamanha magnitude em múltiplas fronteiras.
Fonte: uol.com.br

































