O Comitê Olímpico Internacional (COI) oficializou que não abrirá um processo investigativo contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A decisão responde a uma solicitação da organização britânica FairSquare, que buscava apurar uma suposta interferência do dirigente no caso envolvendo a suspensão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo.
A denúncia sugeria que a reversão da punição do atleta teria ocorrido após pressões externas atribuídas a Donald Trump. A FairSquare argumentou que tal movimentação, caso confirmada, violaria os princípios de neutralidade política e comprometeria a integridade esportiva exigida pelo código de ética do comitê.
Limites da jurisdição do COI sobre a Fifa
Em comunicado oficial, o COI esclareceu que a reclamação foi devidamente avaliada por seus órgãos competentes, mas concluiu que o tema está fora de sua esfera de atuação. Segundo a entidade, a queixa refere-se estritamente a questões de governança e gestão interna da federação internacional.
O comitê pontuou que as decisões sobre a implementação de regras esportivas e o relacionamento da Fifa com governos não se enquadram no escopo de aplicação do seu código de ética. Dessa forma, a responsabilidade sobre o caso permanece restrita à estrutura administrativa da própria Fifa.
Posicionamento e defesa de Gianni Infantino
O presidente da Fifa nega categoricamente qualquer atuação motivada por interesses políticos ou pressões externas. Ao ingressar no COI em 2020, o dirigente reforçou publicamente seu compromisso com a autonomia da função.
Em declarações anteriores, conforme reportado pela Reuters, o mandatário afirmou que sempre agiria de forma independente de influências comerciais, políticas ou considerações religiosas. A defesa de sua gestão sustenta que todas as decisões seguem os protocolos estabelecidos pela entidade.
Reação da Federação Norueguesa de Futebol
Apesar da negativa do COI, o caso continua a gerar desdobramentos institucionais. A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, declarou que a entidade pretende formalizar uma reclamação diretamente à Fifa para questionar a influência externa no episódio.
Klaveness classificou o ocorrido como grave e afirmou que levará o tema para discussão em uma reunião do conselho da NFF. A dirigente ressaltou que o objetivo é encorajar a transparência e evitar que o medo de represálias impeça a denúncia de irregularidades no cenário esportivo global.
Fonte: uol.com.br


































