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CBF reestrutura arbitragem para centralizar diálogo e blindar comissão técnica

Imagem gerada com IA

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou uma mudança estratégica na forma como gerencia o relacionamento com os clubes brasileiros em relação às polêmicas de arbitragem. O objetivo central é descentralizar o atendimento aos dirigentes, transferindo a interlocução política para o diretor de arbitragem, Netto Góes, enquanto a comissão técnica, presidida por Sandro Meira Ricci, mantém o foco exclusivo no aprimoramento técnico e na implementação de novas tecnologias.

Nova governança e blindagem da comissão de arbitragem

A reestruturação visa proteger a equipe técnica de pressões externas constantes. Historicamente, protestos e questionamentos eram direcionados diretamente ao presidente da comissão, o que, segundo a entidade, desviava o foco das análises sobre lances capitais. Com a nova dinâmica, Sandro Meira Ricci terá maior tranquilidade para se dedicar à instrução, treinamentos e à implementação de inovações como o impedimento semiautomático.

A ideia é que a comissão técnica atue apenas para fornecer embasamento teórico em casos específicos, enquanto a diretoria de arbitragem assume o papel de interlocução política. Netto Góes destacou que essa blindagem é essencial para a governança da entidade, permitindo que o setor de ouvidoria seja revitalizado e que as respostas aos clubes sejam mais técnicas e menos reativas.

Investimento em profissionalização e tecnologia

A gestão atual da CBF tem buscado reforçar a credibilidade do setor por meio de aportes financeiros significativos. Entre março e junho, a entidade destinou R$ 7,1 milhões para a remuneração fixa e variável dos 72 profissionais que compõem o quadro, incluindo árbitros, assistentes e equipe de VAR. Além disso, cerca de R$ 3,5 milhões foram investidos em treinamentos entre janeiro e julho.

Esses números foram apresentados recentemente às federações estaduais como parte de um processo de maturação da arbitragem nacional. A entidade também se prepara para anunciar, em reunião com os clubes, a data de início do uso do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro, além de debater a aplicação de novas regras da Fifa.

Desafios e a busca por equilíbrio na Série A

O ambiente de alta tensão, especialmente diante da polarização entre grandes clubes como Palmeiras e Flamengo, exige uma postura sóbria da entidade. Netto Góes reconhece que as mudanças estruturais não eliminarão decisões controversas, mas defende que a nova mentalidade dos dirigentes e o investimento contínuo criarão um ambiente mais equilibrado.

O foco da CBF permanece na entrega de um produto de maior qualidade para os torcedores e agremiações. A expectativa é que, com o tempo, a relação entre arbitragem e clubes se torne mais aberta e menos conflituosa, consolidando o processo de profissionalização iniciado sob a gestão atual.

Fonte: uol.com.br

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