Os ex-jogadores Cafu e Roberto Carlos, ícones da Seleção Brasileira, manifestaram publicamente seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. O posicionamento ocorre em um momento de intensa pressão política sobre o dirigente, que enfrenta questionamentos de confederações internacionais após a tentativa de implementação de um novo modelo de gestão comercial para a entidade.
A controvérsia central girou em torno da proposta de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE). O projeto visava centralizar direitos comerciais, patrocínios e a operação de eventos, incluindo a Copa do Mundo, sob uma subsidiária que poderia ter até 20% de seu capital aberto a investidores externos. A avaliação estimada do negócio alcançava a marca de 20 bilhões de dólares, com uma injeção de capital prevista de 4,2 bilhões de dólares.
Representatividade e o papel dos atletas na gestão
Em publicação realizada nas redes sociais, Cafu destacou que a gestão de Infantino promoveu uma mudança significativa na inclusão de ex-atletas nas decisões da entidade. O capitão do pentacampeonato enfatizou que, na última década, jogadores ganharam voz ativa em comitês e grupos de trabalho, algo que, segundo ele, não existia anteriormente.
O ex-lateral reforçou seu compromisso com o que chamou de “grande revolução” do futebol mundial. Para o atleta, a colaboração entre a entidade e os jogadores tem sido fundamental para a transformação social e a ampliação de oportunidades em diversos países, garantindo que o esporte continue sendo um vetor de desenvolvimento global.
Repercussão e atrito com confederações
A iniciativa da FFE não foi bem recebida pela Uefa e outras confederações, que interpretaram a medida como uma ameaça à governança tradicional do futebol. A resistência foi imediata, com a entidade europeia anunciando um boicote às competições organizadas pela Fifa e declarando publicamente a perda de confiança na liderança de Infantino.
Diante da forte divisão interna e da pressão dos órgãos continentais, o presidente da Fifa recuou e desistiu da implementação da subsidiária. Apesar do cancelamento da proposta, o cenário político na organização permanece instável, com confederações mantendo o debate sobre a viabilidade de um processo de impeachment contra o mandatário.
O apoio dos ex-jogadores brasileiros, endossado por Roberto Carlos com a declaração “100% de acordo, Capitão”, surge como um contraponto à narrativa de isolamento de Infantino. A situação atual reflete um embate entre a busca por novas fontes de receita e a preservação da estrutura de poder que rege o futebol internacional, conforme detalhado em comunicado oficial da entidade.
Fonte: uol.com.br


































