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Cade avança em investigação sobre contratos da FFU com SME e Livemode

Cade avança em investigação sobre contratos da FFU com SME e Livemode

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica deu novos passos para concluir a análise sobre a relação comercial que envolve clubes, investidora e a cadeia que abrange a Futebol Forte União. Uma nota técnica emitida recentemente aponta caminhos para sanar questionamentos a respeito de pontos que abraçam a relação contratual no bloco e também a venda de direitos de transmissão do Brasileirão.

Na avaliação conduzida pelo órgão, a chefia da autarquia declarou o ato de concentração como complexo. Tecnicamente, isso quer dizer que o tema demanda uma investigação mais profunda para averiguar riscos eventuais à concorrência no mercado.

Aprofundamento de contratos de longo prazo e prazos de vigência

A nota técnica do Cade apontou quatro tópicos principais para destrinchar. Entre eles está a necessidade de aprofundar a compreensão dos efeitos dos contratos de investimento de longo prazo firmados entre clubes e a Sports Media Entertainment no mercado afetado pela operação.

O texto destaca a importância de verificar as condições de entrada e saída dos clubes do arranjo proposto. Além disso, o órgão levantou dúvidas sobre os reflexos concorrenciais relacionados ao prazo de vigência de 50 anos do contrato, período que coincide com a aquisição de frações dos direitos de arena.

Análise da relação vertical com a LiveMode

Outro ponto central da investigação envolve a identificação de eventuais relações verticais entre o Condomínio Forte União e a LiveMode. A agência negociou os direitos e comanda a CazéTV, empresa que adquiriu pacotes comercializados pelo condomínio.

A autarquia pontua que essa conexão precisa ser esclarecida de forma definitiva. Caso confirmada, os efeitos dessa proximidade sobre a concorrência nas séries A e B do Campeonato Brasileiro em próximos ciclos de negociação devem ser medidos com rigor.

Reclamações de clubes e governança do condomínio

A autarquia também monitora de perto as reclamações de dirigentes que integram o bloco. Existem relatos de pedidos de mudanças nas regras do condomínio e de redução do poder do investidor, acompanhados de queixas sobre dificuldades relacionais e governança.

O prazo para a apresentação das informações solicitadas é de dez dias, podendo ser estendido caso a Superintendência-Geral entenda ser necessário para o andamento do processo.

Posicionamento das empresas e estudos econômicos

Em nota ao UOL, a Sports Media Entertainment declarou ver com bons olhos o aprofundamento da análise e defende que o prazo de 50 anos se justifica por ser um investimento de longo prazo com pagamento antecipado. Um estudo apresentado ao Cade aponta que a receita média dos clubes da Série A no condomínio cresceu de forma expressiva entre os anos analisados.

Fonte: netvasco.com.br

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