O Botafogo iniciou um processo interno de análise documental para verificar a natureza das negociações envolvendo os jogadores Igor Jesus, Jair e Cuiabano com o Nottingham Forest. A suspeita central da diretoria é de que o proprietário da SAF, John Textor, tenha utilizado o capital proveniente dessas transferências para liquidar um empréstimo pessoal de US$ 50 milhões contraído junto a Evangelos Marinakis, dono do clube inglês.
Análise das transações e valores de mercado
A investigação aponta discrepâncias significativas entre os valores praticados e as avaliações de mercado dos atletas. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Thiago Veras, no canal Arena Alvinegra, o caso de Cuiabano é um dos pontos de maior atenção: o lateral teria recebido uma proposta de US$ 10 milhões do Brighton, mas acabou sendo negociado com o Nottingham Forest por US$ 4 milhões.
Situação semelhante teria ocorrido com o volante Jair. Embora a negociação tenha sido reportada como fechada em US$ 20 milhões, os registros contábeis teriam contabilizado apenas metade desse montante, ou seja, US$ 10 milhões. Essas movimentações levantam questionamentos sobre a transparência e o real benefício financeiro para os cofres da instituição alvinegra.
Custos adicionais e descontentamento interno
Além da diferença nos valores de venda, o Botafogo aponta que arcou com custos extras na saída de Igor Jesus. O clube pagou US$ 1,2 milhão a título de complemento salarial para o centroavante durante sua transição para o futebol inglês. Internamente, prevalece a percepção de que o atleta não desejava a transferência, sendo forçado a aceitar a ida para o Nottingham Forest por valores considerados abaixo do potencial de mercado.
Conflitos jurídicos e responsabilidade fiscal
A crise de governança não se limita às transações internacionais. O Botafogo Social e a SAF avaliam medidas judiciais contra John Textor devido a pendências tributárias. A entidade alega que a empresa não repassou o imposto de renda retido na fonte dos funcionários à União, situação que pode ser enquadrada como apropriação indébita.
Para mais detalhes sobre as normas de governança no futebol, consulte o Ministério do Esporte. A diretoria busca esclarecer se houve prejuízo ao patrimônio do clube em favor de interesses privados do investidor norte-americano.
Fonte: fogaonet.com

































