O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto viveu um momento atípico na temporada 2026 da Fórmula 1 durante a classificação para o Grande Prêmio do Azerbaijão. Pela primeira vez no ano, tanto ele quanto seu companheiro de equipe na Audi, Nico Hulkenberg, foram eliminados ainda no Q1, encerrando precocemente a participação da escuderia na sessão que define o grid de largada em Baku.
Desempenho abaixo do esperado e falta de aderência
Apesar das expectativas positivas geradas por um pacote de atualizações trazido pela equipe para o circuito urbano, o rendimento do carro não correspondeu ao esperado. Bortoleto, que ocupará a 17ª posição no grid, destacou a dificuldade em encontrar o equilíbrio ideal do monoposto ao longo de todo o fim de semana.
“O conforto não está lá, para nós dois. Durante todo o fim de semana não tivemos aderência, e se você não tem aderência, não consegue ir rápido nas curvas. E se você não vai rápido, não consegue um bom tempo de volta. É simples assim”, afirmou o piloto após a sessão. O brasileiro descartou que as novas peças fossem a causa direta da instabilidade, mas admitiu a perplexidade com a perda de ritmo.
Dúvidas sobre o cenário competitivo em Baku
A eliminação dupla no Q1 foi um choque para a equipe, que havia conseguido colocar pelo menos um de seus carros no Q2 em todas as 14 etapas anteriores da temporada. O piloto brasileiro ressaltou que, embora o time estivesse frequentemente no limite da zona de corte, a queda de rendimento nesta etapa específica foi inesperada.
“É muito estranho, sinceramente. Não sei o que está acontecendo. Achei que a atualização fosse funcionar, mas não sei se as outras equipes também trouxeram algo novo ou se o problema está na pista”, ponderou. O cenário em Baku trouxe desafios técnicos que ainda estão sendo analisados pelos engenheiros da Audi para entender a falha de performance.
Histórico de consistência na temporada 2026
Bortoleto reforçou que o resultado deste sábado destoa do padrão apresentado pelo time ao longo do campeonato. O piloto fez questão de diferenciar a situação atual de eventos anteriores, como em Miami, onde problemas mecânicos específicos impediram uma volta competitiva.
“Para ser sincero, não esperava que isso acontecesse neste ano. Não levo Miami em conta, porque tive um problema no carro e não consegui fazer uma volta decente. Mas essa é a primeira vez que não temos ritmo”, concluiu. Agora, o foco da equipe se volta para a estratégia de corrida, buscando minimizar os danos e recuperar posições em um traçado conhecido por suas oportunidades de ultrapassagem e imprevisibilidade.
Fonte: motorsport.uol.com.br


































