O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira que as Forças Armadas norte-americanas possuem capacidade logística para sustentar o bloqueio naval imposto aos portos iranianos por tempo indeterminado. A estratégia, segundo o representante do Pentágono, baseia-se no sistema de rodízio de embarcações na região, garantindo a presença constante de poderio militar no Oriente Médio.
Capacidade operacional e rodízio de forças
Durante visita ao contratorpedeiro USS Gridley, ancorado no Panamá, Hegseth detalhou que a Marinha dos Estados Unidos mantém o fluxo de navios para assegurar a continuidade das operações. O objetivo central é manter a pressão econômica sobre o governo do Irã, visando forçar avanços em negociações diplomáticas que buscam encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.
Controle estratégico do Estreito de Ormuz
O presidente Donald Trump reforçou a postura do governo ao declarar, por meio de sua plataforma Truth Social, que os Estados Unidos exercem controle total sobre o Estreito de Ormuz. O mandatário classificou a ação militar como uma muralha de aço, afirmando que o Irã não possui meios para reverter a atual situação de isolamento marítimo imposta por Washington.
Impactos no tráfego marítimo e resposta militar
Desde o início das hostilidades, que envolveram ataques coordenados entre EUA e Israel, o Irã praticamente interrompeu o tráfego no estreito, rota vital para o escoamento de cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito global. Em contrapartida, os Estados Unidos enviaram dezenas de milhares de soldados e mais de 20 navios de guerra para a região, estabelecendo um bloqueio que prioriza a proteção de embarcações destinadas a portos não iranianos.
Intervenções e histórico recente de abordagens
As operações de fiscalização já resultaram no redirecionamento de mais de 55 embarcações comerciais que tentaram violar o bloqueio, com três navios imobilizados e dois abordados pelas forças norte-americanas. Recentemente, um helicóptero MH-60 da Marinha disparou mísseis Hellfire contra a casa de máquinas de um navio com bandeira do Panamá, após a tripulação ignorar advertências formais das autoridades militares, conforme relatado em comunicado oficial do Departamento de Defesa.
Fonte: terra.com.br

































