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Austrália veta uso de obras protegidas por IA e classifica prática como roubo

Austrália veta uso de obras protegidas por IA e classifica prática como roubo

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, estabeleceu uma posição firme contra a exploração de propriedade intelectual por sistemas de inteligência artificial. Em discurso realizado na Universidade de Sydney na quarta-feira, 15, o premiê determinou que empresas de tecnologia não poderão utilizar livros, músicas, obras de arte ou conteúdos jornalísticos para o treinamento de modelos de IA sem o devido consentimento dos criadores.

Regulação e proteção da propriedade intelectual

Para formalizar essa diretriz, o governo australiano anunciou a criação de um Escritório de IA, que será vinculado diretamente ao gabinete do primeiro-ministro. O objetivo do órgão é estabelecer padrões nacionais rigorosos para o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia, garantindo que a inovação não ocorra às custas da apropriação indevida de trabalhos criativos.

Segundo Albanese, qualquer utilização de material protegido sem autorização explícita deve ser classificada como roubo. O governo rejeitou formalmente solicitações de gigantes do setor, como Microsoft, Google e Anthropic, que buscavam permissão para treinar seus sistemas sem a necessidade de licenciamento prévio ou compensação financeira aos autores.

Reação da indústria criativa e impacto global

A postura do governo australiano foi celebrada por entidades do setor cultural. A Confederação Internacional de Editores de Música (ICMP), sediada em Bruxelas, classificou a declaração como um marco histórico. O diretor-geral da entidade, John Phelan, destacou que as implicações da decisão possuem alcance global, reforçando a necessidade de mercados de IA baseados em consentimento e remuneração justa.

No cenário local, a AMPAL, filial australiana da ICMP, liderou esforços de mobilização junto a organizações como a ARIA e a APRA AMCOS. O grupo alertou para o perigo de um uso extrativista de obras, especialmente em relação ao patrimônio cultural de povos originários. O CEO da AMPAL, Damian Rinaldi, reiterou que o licenciamento e o pagamento justo são condições inegociáveis para o uso de qualquer conteúdo criativo por empresas de tecnologia.

Para mais informações sobre o cenário regulatório, consulte o portal oficial do Governo da Austrália.

Fonte: terra.com.br

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