Yomif Kejelcha estabelece novo recorde mundial na Meia Maratona de Buenos Aires
O fundista etíope Yomif Kejelcha escreveu seu nome na história do atletismo mundial ao registrar uma marca impressionante na Meia Maratona de Buenos Aires. Neste domingo, o atleta completou o percurso de 21 quilômetros com o tempo oficial de 56 minutos e 51 segundos, superando o recorde anterior que pertencia ao ugandense Jacob Kiplimo, estabelecido em março deste ano em Lisboa, com 57 minutos e 20 segundos.
A conquista em solo argentino foi celebrada com entusiasmo pelo corredor de 29 anos, que admitiu não esperar um resultado tão expressivo logo em sua primeira participação no evento. O objetivo inicial de Kejelcha era baixar a marca dos 57 minutos e vencer a prova, mas o desempenho em Buenos Aires superou todas as expectativas, consolidando o atleta como um dos maiores nomes da modalidade na atualidade.
Desempenho técnico e domínio etíope na prova
O domínio da Etiópia na competição foi absoluto, com o pódio masculino sendo inteiramente ocupado por atletas do país. Após a vitória de Kejelcha, seus compatriotas Tadese Worku, com o tempo de 59 minutos e 20 segundos, e Bereket Nega, que completou a prova em 1 hora e 20 segundos, garantiram a segunda e terceira colocações, respectivamente.
Entre os competidores locais, o destaque ficou por conta de Ignacio Erario, que terminou a prova na sexta posição, registrando o tempo de 1 hora, 0 minutos e 59 segundos. A categoria feminina também foi dominada por corredoras africanas, com a etíope Fotyen Tesfay Haiylu cruzando a linha de chegada em 1 hora, 3 minutos e 57 segundos, seguida pelas turcas Nevin Can e Selin Can.
Logística e cenário da maratona argentina
A prova contou com a participação de cerca de 30.000 corredores, que enfrentaram temperaturas gélidas em uma manhã de sol na capital argentina. O percurso urbano de 21 quilômetros atravessou pontos icônicos da cidade, incluindo a famosa Avenida 9 de Julio, onde se localiza o obelisco portenho, proporcionando um cenário desafiador e histórico para os atletas.
A escolha de Buenos Aires como palco para a busca por marcas expressivas foi estratégica. Antes da largada, o fundista revelou que a decisão de competir na Argentina partiu de uma sugestão de seu empresário, que apontou o evento como o mais adequado para o momento atual de sua carreira, superando outras opções em circuitos tradicionais como Londres e Valência.
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Fonte: gazetaesportiva.com


































