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Atentado em Berlim contra Parada LGBTQ+ deixa mortos e feridos

Atentado em Berlim contra Parada LGBTQ+ deixa mortos e feridos

Um trágico ataque interrompeu as celebrações da Marcha do Orgulho LGBTQ+ em Berlim na noite de sábado, 25/07. Por volta das 22h, uma van branca avançou deliberadamente contra a multidão que se dispersava nas proximidades do Portão de Brandemburgo, um dos marcos mais icônicos da capital alemã. O incidente resultou na morte de uma mulher polonesa e deixou outras 29 pessoas feridas, algumas em estado grave.

As autoridades alemãs agiram rapidamente após a colisão, que terminou quando o veículo atingiu uma árvore na rua Ahornsteig. O motorista abandonou o automóvel e fugiu a pé, desencadeando uma caçada humana que mobilizou forças de segurança em toda a cidade. O clima de celebração do evento, conhecido localmente como Christopher Street Day (CSD), deu lugar ao luto e à investigação criminal intensiva.

Detalhes do atentado em Berlim e o impacto nas vítimas

A vítima fatal foi identificada como uma cidadã polonesa de 65 anos que viajou à Alemanha acompanhada da filha para participar do evento. O Ministério das Relações Exteriores da Polônia confirmou a identidade da vítima nesta segunda-feira, 27/07, expressando profundo choque com o ocorrido. A filha da vítima sobreviveu ao atropelamento, mas o estado de saúde de outros feridos ainda preocupa as equipes médicas.

Investigadores revelaram que a van utilizada no crime era um veículo particular e não alugado, o que levanta questões sobre a logística do ataque. Após o atropelamento em massa, a polícia isolou o parque Tiergarten, utilizando câmeras infravermelhas para vasculhar a área em busca de evidências ou possíveis cúmplices. A perícia técnica trabalha agora para confirmar se houve ataques adicionais com armas brancas após a parada do veículo.

Perfil do suspeito e histórico de radicalização islâmica

O principal suspeito foi identificado como Abdul B., um cidadão alemão de 21 anos com ascendência libanesa. Ele possuía antecedentes criminais e era monitorado por suas conexões com o meio islamista em Berlim. O jovem foi morto pela polícia na noite de domingo após investir contra os agentes empunhando uma arma branca durante uma tentativa de abordagem.

O histórico de Abdul B. revela falhas no sistema de vigilância, já que ele havia sido detido em 2025 ao tentar se juntar ao Estado Islâmico na Síria. Na época, ele recebeu uma sentença de um ano e dez meses de prisão com suspensão condicional da pena, baseada na legislação para jovens infratores. Ele estava em liberdade desde maio deste ano e deveria frequentar sessões de desradicalização, tendo comparecido a apenas duas das 26 marcadas.

Investigação federal e classificação de terrorismo islamista

O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, classificou formalmente o episódio como um ataque terrorista islamista. Devido à gravidade e à natureza do crime, o Procurador-Geral da Alemanha, sediado em Karlsruhe, assumiu o controle das investigações. Essa instância é acionada apenas em casos de ameaça direta à segurança do Estado ou crimes de alta traição e espionagem.

A ministra da Justiça, Stefanie Hubig, reforçou que o Ministério Público Federal conduzirá os trâmites para esclarecer se o agressor agiu sozinho ou se contou com uma rede de apoio. Testemunhas forneceram relatos divergentes sobre a presença de mais de um ocupante na van, o que mantém aberta a linha de investigação sobre possíveis cúmplices que ainda possam estar em liberdade.

Desafios de segurança e o histórico de atropelamentos na Alemanha

Especialistas como Felix Neumann, da Fundação Konrad Adenauer, apontam que ataques desse tipo são extremamente difíceis de prevenir totalmente. Segundo ele, embora o Estado possa implementar barreiras físicas e monitoramento, indivíduos radicalizados sempre buscam brechas em momentos de vulnerabilidade, como o encerramento de grandes eventos públicos.

A Alemanha tem enfrentado uma série de atropelamentos fatais nos últimos anos, com registros em cidades como Munique, Magdeburg, Trier e o notório ataque ao mercado de Natal em Berlim em 2016. O pesquisador Rafael Bossong destaca que existem cerca de 9 mil radicais islâmicos com tendências violentas no país, muitos dos quais são figuras secundárias sem afiliação clara, o que dificulta o rastreamento preventivo.

O chanceler federal Friedrich Merz fez um apelo à união nacional, afirmando que a violência começa com a intolerância e a discriminação. Ele prometeu que o governo irá além das palavras para responder como um indivíduo com o perfil de Abdul B. conseguiu se aproximar da multidão desimpedido. Para mais informações oficiais sobre segurança pública, acesse o portal da Deutsche Welle.

Fonte: terra.com.br

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