A trajetória de Lionel Messi com a camisa da seleção argentina chegou ao seu capítulo final em uma noite de profunda carga emocional no estádio Monumental del Núñez. Em um cenário de apoteose, o maior ídolo do país desde Diego Maradona encerrou sua jornada pela equipe nacional com uma vitória por 3 a 0 sobre a seleção de Benim, consolidando um legado que transcende números e estatísticas.
O adeus de um ídolo no Monumental
O ambiente no estádio foi marcado por homenagens que anteciparam o apito inicial. Com quase meia hora de atraso, o gramado foi palco de uma cerimônia que incluiu uma camisa gigante com a inscrição “Gracias 10”. O momento do hino nacional foi um dos pontos altos da noite, levando o técnico Lionel Scaloni às lágrimas e contagiando o público presente, que reverenciou o capitão durante toda a partida.
A partida contra Benim, 89º colocado no ranking da Fifa, serviu como o palco derradeiro para o camisa 10. Apesar da resistência da equipe visitante, que não facilitou as ações ofensivas, o foco do espetáculo permaneceu inalterado. Aos 10 minutos, o jogo foi paralisado para uma salva de palmas e fogos de artifício, reafirmando a conexão inabalável entre o jogador e a torcida argentina.
Construção da vitória e despedida de companheiros
O placar foi aberto aos cinco minutos do segundo tempo pelo zagueiro Nicolás Otamendi, que também se despediu da seleção na mesma ocasião. O gol surgiu após uma cobrança de escanteio de Messi, em um lance que simbolizou a parceria de longa data entre os atletas. Pouco depois, Otamendi deixou o gramado sob aplausos, cedendo seu lugar em uma noite de transições.
O segundo gol foi marcado por Nico Paz, jovem promessa de 22 anos que recebeu um passe de Messi e finalizou de fora da área. O momento de consagração final ocorreu aos 25 minutos do segundo tempo, quando o camisa 10 converteu um pênalti sofrido por Agustín Giay. A execução precisa no ângulo esquerdo selou o resultado e elevou a euforia nas arquibancadas.
Legado e números de uma carreira histórica
Messi encerra seu ciclo na seleção argentina com marcas expressivas: foram 207 jogos disputados e 126 gols marcados. Sua galeria de títulos inclui a Copa do Mundo de 2022, a Finalíssima de 2022, as Copas América de 2021 e 2024, além do ouro olímpico em Pequim-2008 e a Copa Sub-20 de 2005. O jogador, que agora se concentra exclusivamente em sua trajetória pelo Inter Miami, soma 932 gols na carreira profissional.
O confronto final não foi apenas uma exibição técnica, mas um reconhecimento histórico ao atleta que, para muitos, atingiu o patamar de “Dios” no futebol argentino. Com o apito final, encerra-se um período de ouro, deixando um vazio que será preenchido pela memória de suas conquistas e pela influência deixada para as futuras gerações de jogadores do país.
Fonte: terra.com.br

































