A Associação do Futebol Argentino (AFA) determinou o afastamento do árbitro Fernando Espinoza após uma conduta considerada inadequada durante o protocolo pré-jogo. O episódio ocorreu no confronto entre Belgrano e Defensa y Justicia, válido pela sexta rodada do Torneio Clausura, realizado no domingo (23).
Afastamento e repercussão na arbitragem argentina
A ausência de Fernando Espinoza na escala da sétima rodada do torneio gerou questionamentos na imprensa local. A decisão partiu da Direção Nacional de Arbitragem (DNA), órgão subordinado à AFA, que entendeu que a postura do profissional feriu a formalidade exigida pela função durante as cerimônias que antecedem o apito inicial.
O caso ganhou notoriedade após ser reportado pelo jornal Diario Olé. Segundo a publicação, o árbitro utilizou uma gíria da internet ao se dirigir aos capitães das equipes durante o sorteio de campo e bola, perguntando se eles desejavam “farmar aura”. A expressão, popular em redes sociais, é utilizada para descrever a busca por uma imagem de superioridade ou carisma.
Protocolos rígidos e proibição de condutas informais
Além da frase, o uso de um objeto personalizado durante o sorteio também motivou a sanção. Espinoza utilizou uma moeda customizada com os escudos dos clubes e propôs que o capitão vencedor ficasse com o item, uma prática que não condiz com as normas de sobriedade da entidade. O episódio forçou a DNA a emitir um comunicado interno reforçando as diretrizes para todos os juízes do quadro nacional.
O documento oficial da entidade estabelece que o sorteio deve ser conduzido com absoluta seriedade e profissionalismo. A nota proíbe expressamente qualquer comentário ou manifestação que não pertença ao rito formal da partida, visando manter a neutralidade e o respeito à imagem da competição.
Novas diretrizes para moedas e materiais de jogo
A diretriz da arbitragem argentina também impôs restrições severas ao material utilizado no sorteio. A partir de agora, as moedas não podem conter inscrições, lemas ou elementos que possuam caráter jocoso ou inapropriado. A utilização de moedas comemorativas ou especiais ficou restrita apenas a confrontos decisivos, mediante autorização prévia e formal da organização.
Fonte: uol.com.br


































