A popularidade do presidente Donald Trump atingiu seu nível mais baixo desde o início da série histórica, conforme revelado por um novo levantamento da Focaldata. Com apenas 33% de aprovação entre os eleitores registrados, o governo enfrenta um cenário de crescente insatisfação popular, impulsionado principalmente por preocupações com o custo de vida e a condução da economia nacional.
Impacto da economia na avaliação do governo
O descontentamento dos eleitores está diretamente ligado à percepção de deterioração financeira. Quase dois terços dos entrevistados acreditam que os Estados Unidos estão seguindo na direção econômica errada. Além disso, 57% dos participantes afirmam que sua situação financeira pessoal piorou desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em 2025.
A pressão inflacionária é um fator determinante para esse pessimismo. O preço do diesel atingiu o patamar recorde de US$ 5,85 por galão, conforme dados da associação automobilística AAA. Esse aumento eleva os custos operacionais em setores vitais, como transporte, agricultura e indústria, gerando um efeito cascata que pressiona o orçamento das famílias americanas.
Desgaste político e resistência eleitoral
O cenário político torna-se ainda mais complexo a menos de dois meses das eleições de meio de mandato. A pesquisa, publicada pelo Financial Times, indica que a figura de Trump pode estar se tornando um obstáculo para outros candidatos do Partido Republicano. Cerca de 46% dos entrevistados acreditam que o desempenho do presidente dificulta a eleição de correligionários para o Congresso.
A rejeição também se manifesta na política comercial adotada pela gestão. A decisão de impor uma tarifa de 50% sobre US$ 20 bilhões em produtos canadenses é desaprovada por 56% dos eleitores. Entre os independentes, esse índice de desaprovação ultrapassa a marca de 60%, sinalizando um distanciamento de um grupo demográfico crucial para o sucesso eleitoral.
Reação da Casa Branca e dados da pesquisa
Apesar dos números desfavoráveis, a Casa Branca mantém a defesa de sua agenda econômica. Em nota oficial, um porta-voz do governo afirmou que a administração segue comprometida com cortes de impostos, desregulamentação e o aumento da produção de energia. O governo argumenta que o crescimento do emprego no setor privado é uma evidência de que a estratégia atual está gerando resultados positivos.
O levantamento foi realizado entre 28 de agosto e 1º de setembro, consultando 1.914 eleitores registrados, com uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais. A queda na aprovação também foi observada dentro da base republicana, onde o índice recuou para 72%, o menor patamar registrado desde maio deste ano.
Fonte: terra.com.br


































