Após o revés sofrido diante de Ciryl Gane no UFC Casa Branca, realizado em junho, o lutador brasileiro Alex Pereira, conhecido como Poatan, já definiu os próximos passos de sua trajetória na organização. O atleta mantém o foco inabalável na conquista de um feito inédito: a posse de um terceiro cinturão em categorias distintas dentro do Ultimate.
Estratégia de atividade para evitar o limbo competitivo
Durante um evento de interação com fãs realizado na Sérvia na última sexta-feira (31), o striker paulista deixou clara sua intenção de não aguardar passivamente pela definição do topo da divisão dos pesos-pesados. O lutador expressou o desejo de realizar um novo combate antes de pleitear novamente uma disputa pelo título linear da categoria.
A decisão de Poatan é uma resposta direta à atual conjuntura da divisão. O campeão linear, Tom Aspinall, segue em processo de recuperação após passar por uma cirurgia nos olhos no início do ano. Enquanto isso, o campeão interino Ciryl Gane aguarda a definição de uma data para a unificação dos cinturões, deixando o cenário de disputa travado por tempo indeterminado.
Caminho rumo ao topo e possíveis adversários
Para manter o ritmo de competição e evitar o chamado limbo, o brasileiro reforçou sua postura: “Com certeza, eu quero lutar antes, e depois eu quero disputar o cinturão”. A declaração do atleta sublinha a necessidade de se manter ativo para justificar sua posição como desafiante ao trono dos pesos-pesados, independentemente do tempo de espera pelos atuais detentores do título.
No que diz respeito à escolha do próximo oponente, o ranking da organização aponta nomes de peso. Entre os principais candidatos, destacam-se Josh Hokit, Alexander Volkov e Sergei Pavlovich. O americano Josh Hokit surge como o nome mais provável para o confronto, visto que apresenta uma ascensão constante desde sua estreia e já manifestou publicamente o interesse em medir forças com o ex-campeão dos pesos-médios e meio-pesados.
Contexto da divisão de pesos-pesados
A movimentação de Alex Poatan reflete a complexidade da categoria peso-pesado, que atualmente lida com questões médicas e burocráticas envolvendo seus principais nomes. A busca pelo terceiro cinturão exige que o brasileiro navegue com cautela, equilibrando a necessidade de vitórias expressivas com o tempo de recuperação dos rivais que ocupam o topo da pirâmide do UFC.
Fonte: uol.com.br

































