A União Europeia concluiu com sucesso a auditoria nos sistemas de controle sanitário do Brasil, validando as medidas adotadas pelo país para o monitoramento de antimicrobianos nas cadeias produtivas de aves e mel. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura, André de Paula, após o encerramento das inspeções técnicas que percorreram diversas regiões produtoras brasileiras.
Processo de auditoria e conformidade sanitária
As inspeções, iniciadas em 24 de agosto, tiveram como objetivo central verificar a eficácia dos novos protocolos de controle de antibióticos implementados pelo governo brasileiro desde 1º de julho. A medida foi uma resposta direta às exigências do bloco europeu, que busca garantias rigorosas de que os produtos de origem animal importados estejam em total conformidade com o regulamento sanitário vigente na Europa.
O roteiro da auditoria incluiu visitas técnicas a cooperativas, fábricas de ração, incubatórios e frigoríficos localizados no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além das unidades produtivas, os inspetores europeus avaliaram a atuação da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro-MS).
Caminho para o retorno ao mercado europeu
Apesar da aprovação técnica, o processo de reintegração do Brasil à lista de exportadores autorizados ainda depende de trâmites burocráticos. A União Europeia deve entregar um relatório preliminar ao governo brasileiro até meados de setembro, permitindo que o país apresente comentários. A versão final do documento será submetida ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), com reunião prevista para 17 e 18 de novembro.
A expectativa do governo é que, após essa etapa, o Brasil retorne rapidamente ao rol de fornecedores habilitados. A exclusão temporária, que entrou em vigor no dia 3 de setembro, gerou preocupação no setor, dado que o mercado europeu é um destino estratégico para as proteínas brasileiras, movimentando cerca de US$ 1,8 bilhão anuais. Para mais informações sobre as normas de exportação, consulte o portal oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Fonte: terra.com.br

































