O volume de solicitações do benefício de amparo ao trabalhador nos Estados Unidos permaneceu em patamares historicamente reduzidos na última semana. A resiliência demonstrada pelo setor produtivo norte-americano continua sustentando a estabilidade das vagas e limitando os cortes de pessoal nas empresas.
De acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio caíram e superaram as expectativas do mercado financeiro. O movimento reforça o cenário de estabilidade nas demissões, mantendo os indicadores econômicos do país consolidados.
Mercado de trabalho forte segura taxas de desemprego nos EUA
Os novos requerimentos de auxílio-desemprego estadual registraram uma redução de 1.000 solicitações, totalizando 194.000 pedidos com ajuste sazonal na semana encerrada em 24 de outubro. O resultado veio abaixo das projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que previam cerca de 199.000 chamados para o período.
O indicador tem se mantido predominantemente abaixo da marca de 200.000 desde meados de setembro. O volume atual permanece bastante próximo do patamar de 189.000 atingido em meados de julho, momento em que foi registrado o menor nível para o indicador desde 1969.
Dinâmica de contratações e impacto do cenário internacional
Analistas econômicos avaliam que o ambiente de negócios norte-americano atravessa um momento caracterizado pelo conceito de “baixa contratação e baixa demissão”. Os lucros sólidos das corporações e a demanda interna aquecida sustentam o apetite por retenção de pessoal, evitando demissões em massa.
Por outro lado, incertezas geopolíticas influenciam a tomada de decisão das empresas. A guerra em curso envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem provocado hesitação entre os empregadores no momento de expandir suas equipes de trabalho.
No âmbito dos chamados pedidos contínuos, que mensuram os cidadãos que mantêm o recebimento do benefício após a primeira semana, houve uma queda de 21.000 registros. O número recuou para 1,701 milhão na semana encerrada em 17 de outubro, funcionando como um termômetro sobre a reabsorção de profissionais.
Indicadores de desemprego e atuação do Federal Reserve
A amostragem de solicitações contínuas coincide com a pesquisa quinzenal conduzida pelo governo para apurar a taxa de desemprego oficial, que ficou em 4,2% no mês de setembro. Dados divulgados pela organização Conference Board apontam para um otimismo crescente dos consumidores em relação às ofertas de trabalho em outubro.
Além dos fatores operacionais, a redução no ritmo de expansão da força de trabalho decorrente de políticas de imigração do governo Trump atua como um fator determinante para a manutenção de índices reduzidos de desocupação.
Diante desse panorama, o Federal Reserve optou por manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,75% e 4,00%, ressaltando que a inflação ainda demanda atenção. Economistas projetam um ajuste para cima nos juros em dezembro. O presidente do banco central dos EUA, Kevin Warsh, destacou que as condições de emprego no país permanecem bastante positivas.
Fonte: terra.com.br

































