O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou, nesta terça-feira, seu posicionamento oficial em defesa do capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé. A entidade condenou veementemente as declarações de teor racista proferidas por uma parlamentar do Paraguai após o confronto entre as seleções nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Condenação internacional contra o racismo no esporte
O porta-voz do Gabinete do Alto Comissariado, Thameen Al Kheetan, classificou os comentários como desumanizantes e desprezíveis. Em comunicado oficial, a organização destacou que o episódio protagonizado pela senadora Celeste Amarilla não representa um caso isolado, mas sim um reflexo de um problema estrutural que permeia o futebol e outras modalidades esportivas ao redor do mundo.
A origem das ofensas e a repercussão pública
As declarações ocorreram após a vitória da França sobre o Paraguai por 1 a 0, partida decidida por um gol de Mbappé. Em postagens nas redes sociais, a senadora utilizou termos pejorativos e ataques de cunho racial contra o atleta, gerando uma onda de indignação internacional. A parlamentar questionou a identidade do jogador e utilizou comparações ofensivas que foram amplamente repudiadas por entidades de direitos humanos.
Resposta do atleta e posicionamento governamental
Diante da gravidade dos ataques, o próprio Kylian Mbappé reagiu publicamente na segunda-feira. O jogador descreveu a postura da parlamentar como desprezível e afirmou que tal comportamento é indigno do cargo público que ela ocupa. O governo do Paraguai também se manifestou, repudiando formalmente as falas da senadora e reforçando que as declarações divergem dos valores e princípios fundamentais do país.
O impacto do discurso de ódio no futebol
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de figuras públicas no combate ao racismo. A ONU reforça que o esporte deve ser um ambiente de inclusão e respeito, e não um espaço para a propagação de discursos de ódio. A repercussão do caso serve como um alerta para as autoridades esportivas e políticas sobre a necessidade de medidas mais rígidas contra atos discriminatórios em arenas internacionais.
Fonte: gazetaesportiva.com


































