A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (22) pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, que também rejeitou as medidas cautelares solicitadas contra o dirigente.
Entre os pedidos apresentados pelo promotor Cássio Conserino estavam a restrição de acesso de Mendonça às dependências do Parque São Jorge e a proibição de contato com dirigentes e testemunhas do caso. A solicitação de prisão preventiva foi feita no âmbito do processo que investiga o suposto desvio de materiais esportivos da Nike, conforme reportado pelo Esporte News Mundo.
Investigação e denúncia sobre desvio de materiais
Armando Mendonça se tornou réu em meados de junho, acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo. O caso ganhou novos desdobramentos após o avanço das apurações conduzidas pelas autoridades competentes.
Na última semana, o promotor Cássio Conserino levou à Justiça o pedido de prisão preventiva após o desligamento de Marcelo Munhoes, então diretor de tecnologia do Corinthians. O funcionário era responsável pelo relatório que embasou a denúncia do Ministério Público contra o vice-presidente do clube.
Alegações do Ministério Público e o contexto eleitoral
Na avaliação do MP-SP, a demissão do diretor de tecnologia poderia configurar uma tentativa de intimidação de testemunhas e de interferência na produção de provas. A preocupação foi apresentada às vésperas da audiência de instrução do processo, marcada para 10 de novembro.
O Corinthians comunicou oficialmente o desligamento de diretores em meio ao processo eleitoral do clube. A decisão envolvendo Munhoes, no entanto, foi considerada pelo Ministério Público no pedido de prisão de Mendonça, gerando forte repercussão nos bastidores esportivos.
Manifestação do dirigente e defesa pública
Após a decisão judicial, Armando Mendonça publicou uma manifestação nas redes sociais direcionada à família, aos amigos e às pessoas que confiam nele. No texto, o dirigente afirma que entrou na política do Corinthians por amor ao clube e defende o respeito ao direito de defesa durante a investigação.
Mendonça também critica o que considera um julgamento público baseado em suspeitas e diferencia a atuação da Justiça do que chama de “justiçamento”. Ao final, afirma que continuará apresentando esclarecimentos pelos meios adequados e que mantém a confiança na verdade e na Justiça.
Fonte: terra.com.br


































