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Justiça autoriza Vasco a mandar semifinal da Sul-americana no Maracanã

Justiça autoriza Vasco a mandar semifinal da Sul-americana no Maracanã

Após uma intensa batalha jurídica que se estendeu por 12 dias, o Vasco da Gama obteve a liberação oficial para utilizar o Maracanã como palco da partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. O confronto, agendado para o dia 20 de outubro, foi confirmado no estádio após uma decisão judicial proferida na noite de sexta-feira, encerrando um período de incertezas e impasses administrativos.

A disputa judicial pelo uso do Maracanã

O clube cruzmaltino enfrentou resistência direta do Consórcio Fla-Flu, que administra o estádio e alegava preocupações com as condições do gramado para justificar a negativa. O Vasco protocolou ao menos três ações formais na Justiça do Rio de Janeiro, buscando reverter a proibição e garantir o direito de mandar o jogo decisivo no local de sua preferência.

A trajetória até a vitória judicial foi marcada por sucessivos indeferimentos e recursos. Inicialmente, uma ação popular chegou a suspender um pedido do clube, gerando um cenário de indefinição. No entanto, após a apresentação de um laudo favorável da Polícia Militar, que classificou o Maracanã como a opção mais adequada para o evento, um agravo interno foi levado à votação, resultando na liberação definitiva pelo colegiado de desembargadores.

Limitações estruturais em São Januário

Antes de focar no Maracanã, a prioridade da diretoria vascaína era realizar o duelo em São Januário. O presidente Pedrinho chegou a articular um plano de segurança e obteve pareceres favoráveis de órgãos como o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura. Contudo, a capacidade do estádio, inferior aos 30 mil lugares exigidos pela Conmebol, tornou-se um obstáculo intransponível.

A tentativa de obter uma exceção junto à entidade sul-americana fracassou devido à falta de aprovação unânime das autoridades locais. O Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) e a Polícia Militar não endossaram a realização da partida no local, o que impediu o Vasco de cumprir os requisitos técnicos necessários para sediar um evento dessa magnitude em sua casa histórica.

O impasse sobre o gramado do Nilton Santos

O Estádio Nilton Santos foi tratado como a última alternativa, embora rejeitada por questões técnicas e esportivas. O gramado sintético do estádio foi o principal ponto de discórdia, gerando críticas públicas do técnico Pedro Emanuel e resistência por parte do elenco vascaíno, que preferia evitar o piso artificial em um jogo de tamanha importância.

A gestão do Botafogo não chegou a ser formalmente contatada pelo clube para uma negociação direta, uma vez que a esperança da diretoria vascaína permanecia concentrada na liberação do Maracanã. A consulta sobre a viabilidade do Nilton Santos foi realizada pelo Consórcio Fla-Flu junto ao Bepe, sem a participação ativa do Vasco, reforçando o desejo do clube em atuar em seu local de preferência, conforme detalhado pelo portal ge.

Fonte: netvasco.com.br

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