O consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela gestão do Complexo Maracanã, protocolou um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) com o objetivo de impedir a realização da partida entre Vasco e Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana. A disputa jurídica coloca em xeque a utilização do estádio para o confronto, que já havia sido confirmado pela Conmebol.
Disputa judicial sobre a gestão do estádio
A ofensiva do consórcio ocorre após a decisão do desembargador Marcos Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, que havia garantido ao Vasco o direito de utilizar o campo. O clube cruzmaltino, inclusive, já iniciou a comercialização de ingressos para o evento, marcado para o dia 20 de outubro. A administração do estádio, que desde 2024 está sob responsabilidade da dupla Fla-Flu, contesta a viabilidade da operação no local.
Argumentos de segurança e prazos processuais
A liberação inicial do estádio para o clube carioca foi fundamentada em pareceres favoráveis do Ministério Público e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. As autoridades de segurança pública atestaram que o local possui condições para receber a partida, fator que foi determinante para o despacho favorável do magistrado. O impasse, contudo, exige uma resolução célere, visto que o prazo para a avaliação do recurso apresentado pelo consórcio encerra-se neste sábado (10).
Impactos da decisão para o calendário esportivo
O Maracanã, sendo um equipamento público, torna-se palco frequente de disputas entre clubes e concessionárias sobre o uso do gramado e das instalações. Enquanto o Vasco busca consolidar o estádio como sua casa para a decisão continental, o consórcio alega prejuízos na exploração econômica e na manutenção da estrutura. A expectativa é que o tribunal defina ainda hoje se mantém a autorização para o jogo ou se acolhe o pedido de exclusividade dos atuais gestores.
Para mais informações sobre o andamento dos processos envolvendo o estádio, acompanhe as atualizações oficiais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Fonte: uol.com.br

































