Lionel Messi, um dos maiores nomes da história do futebol, encerra nesta noite sua trajetória de 21 anos com a seleção argentina. A despedida acontece em um amistoso contra Benim, no Monumental, em Buenos Aires, marcando o capítulo final de uma jornada que incluiu 207 jogos, 125 gols, três finais de Copa do Mundo (com um título mundial), duas Copas América e um troféu da Finalíssima. Apesar da consagração e do sucesso retumbante, a história de Messi com a camisa alviceleste teve um início surpreendentemente conturbado.
A primeira aparição do craque pela equipe principal da Argentina, em 2005, durou menos de um minuto e culminou em uma expulsão, levantando dúvidas sobre sua prontidão para o futebol adulto. Esse contraste entre o começo desastroso e a carreira gloriosa que se seguiu é um dos aspectos mais marcantes da jornada de Messi com sua seleção, que hoje se despede de seu maior ídolo em campo.
O início abrupto: a estreia de Messi em 2005
A estreia de Messi pela seleção argentina principal ocorreu em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, na cidade de Budapeste. Naquela época, o jovem meia-atacante tinha apenas 18 anos e vinha de atuações de gala nos gramados da Holanda, onde havia sido o grande nome da conquista do Mundial sub-20. Suas performances chamaram a atenção do então técnico José Pekerman, que o convocou para integrar a equipe adulta.
Em um time que contava com Andrés d’Alessandro como principal referência criativa, Messi foi mantido como opção no banco de reservas. Sua oportunidade surgiu aos 29 minutos do segundo tempo, logo após a Argentina marcar o gol que selaria a vitória por 2 a 1 sobre os anfitriões. O camisa 18 entrou em campo no lugar de Maxi Rodríguez, ansioso para mostrar seu talento.
No entanto, a expectativa se transformou em frustração em questão de segundos. Em sua primeira jogada, Messi tentou uma arrancada com a bola e foi segurado pelo lateral esquerdo húngaro Vilmos Vanczák. Ao tentar se desvencilhar do marcador, o argentino acertou o braço no rosto do adversário. O árbitro da partida não hesitou e mostrou o cartão vermelho para Messi, que deixou o gramado após meros 47 segundos de sua estreia, em um momento que ele próprio descreveria como “a pior possível”.
Da controvérsia à consagração: a trajetória de um ícone
Apesar do início desastroso, o incidente da expulsão foi rapidamente superado. Para a sorte da seleção argentina, o episódio não abalou a confiança no jovem talento. Messi foi normalmente convocado para a partida seguinte da equipe, contra o Paraguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo, na Data Fifa de setembro daquele ano. Sua presença na equipe se consolidou, e ele foi, ainda como reserva, para a Copa do Mundo de 2006, a primeira das seis edições do torneio que disputaria em sua carreira.
A partir daí, a história de Messi com a Argentina se transformaria em uma saga de sucesso e superação. Ele se tornou o líder incontestável da equipe, guiando-a a múltiplas conquistas e quebrando recordes. Sua persistência e genialidade o levaram a erguer o troféu da Copa do Mundo, um feito que coroou uma carreira brilhante e o consolidou como uma lenda viva do esporte. A jornada, que começou com um cartão vermelho, culmina hoje com a despedida de um herói nacional.
O último capítulo e o novo formato da Data Fifa
A partida de despedida de Messi contra Benim não é apenas um marco em sua carreira, mas também ocorre em um contexto de mudanças no calendário internacional de futebol. A Data Fifa pós-Copa, que se encerra hoje, adota um formato diferente do habitual. Com duração de 16 dias, de 21 de setembro até hoje, ela permite que as seleções disputem até quatro partidas no período. O Brasil, por exemplo, optou por jogar três vezes, enfrentando a Austrália em duas ocasiões e a Índia em uma.
Esta “Superdata Fifa” foi criada com o objetivo de unificar os tradicionais períodos de seleções de setembro e outubro. A mudança visa diminuir o número de vezes que os jogadores precisam se apresentar aos seus times nacionais, uma medida que busca agradar os clubes, especialmente os da elite europeia, que frequentemente reclamam da interrupção de suas temporadas. Esta alteração no calendário foi aprovada para o ciclo que se encerra na Copa do Mundo de 2030, garantindo sua validade pelos próximos quatro anos. As demais Datas Fifa da temporada, como as de novembro, março e junho, manterão o formato convencional, com menos dias e partidas, tornando a de setembro/outubro uma exceção. Para mais informações sobre o calendário internacional de futebol, consulte o site oficial da FIFA.
Fonte: uol.com.br

































