A VBet, empresa que patrocina o Botafogo desde 2025, manifestou-se oficialmente sobre as recentes discussões envolvendo a proibição de plataformas de apostas no território brasileiro. Em nota publicada em suas redes sociais, a operadora argumentou que o veto à atividade não elimina a prática, mas retira a proteção necessária aos usuários ao empurrá-los para o mercado clandestino.
A companhia, que mantém contrato com o clube carioca até o final de 2027, integra o grupo de empresas que assinou o manifesto do IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) e da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias). O posicionamento destaca que a regulamentação é o caminho mais eficaz para mitigar riscos sociais e financeiros.
Argumentos contra a proibição do setor
Segundo dados citados pela empresa, o Ministério da Fazenda aponta a existência de 31 milhões de apostadores ativos em plataformas legalizadas no Brasil. A VBet sustenta que, em vez de extinguir a demanda, a proibição forçaria a migração desses usuários para ambientes sem qualquer tipo de controle estatal ou fiscalização de segurança.
A operadora reforça que, no mercado autorizado, existem mecanismos de verificação de idade, validação de CPF e políticas de autoexclusão. Além disso, o setor legalizado já impede que 3 milhões de beneficiários de programas sociais realizem apostas, uma barreira que seria inexistente em sites operando na ilegalidade.
Riscos do mercado clandestino e impacto fiscal
Um dos pontos centrais da nota é o perigo representado pelo mercado ilegal, que, segundo a empresa, é frequentemente utilizado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais. A VBet ressalta que o governo já bloqueou mais de 66 mil domínios clandestinos, mas a criação de novos sites ocorre diariamente, mantendo o ecossistema informal em expansão.
O impacto econômico também é uma preocupação central para as operadoras licenciadas. De acordo com estimativas da consultoria LCA, a migração total da demanda para o mercado ilegal poderia colocar em risco até R$ 73 bilhões em arrecadação de impostos entre 2027 e 2030, prejudicando o financiamento de políticas públicas.
Defesa da fiscalização como alternativa ao veto
A VBet defende que a solução para os problemas de endividamento e jogo compulsivo reside no fortalecimento da regulação, e não na proibição total. A empresa declara estar aberta a discutir medidas mais rigorosas, como limites de depósito, restrições de tempo e regras mais severas de publicidade.
A empresa reforça que, ao manter o mercado sob supervisão, é possível exigir responsabilidade social das operadoras. Para mais detalhes sobre o cenário regulatório, consulte o portal oficial do Ministério da Fazenda.
Fonte: fogaonet.com

































