O aguardado reencontro entre Joshua Van e Alexandre Pantoja definiu, na noite deste sábado (19), o cenário atual da divisão dos pesos-mosca. Em combate realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, o campeão superou o brasileiro por decisão unânime dos juízes, consolidando sua hegemonia na categoria após cinco rounds de alta intensidade no octógono do UFC 331.
A vitória encerra as especulações geradas pelo primeiro confronto entre os atletas, ocorrido em dezembro de 2025, no UFC 323. Naquela ocasião, uma lesão precoce de Pantoja interrompeu o duelo, deixando uma lacuna sobre o real potencial de ambos. Desta vez, a performance técnica e o condicionamento físico de Van foram determinantes para afastar qualquer dúvida sobre a legitimidade de seu reinado.
Dinâmica e estratégia no octógono
O confronto iniciou com Pantoja adotando uma postura agressiva, buscando quedas rápidas e o controle no solo. O brasileiro chegou a alcançar a montada, mas encontrou um Van resiliente, que utilizou sua frieza para inverter a posição e equilibrar as ações em pé. A trocação franca marcou o ritmo inicial, com o atleta de Mianmar demonstrando maior precisão nos golpes disparados.
Mesmo após sofrer um corte no rosto devido a choques acidentais de cabeça, Pantoja manteve a pressão no segundo assalto. Contudo, o campeão passou a ditar o ritmo da luta, explorando sua velocidade superior e um trabalho de pernas eficiente. A defesa de quedas de Van tornou-se um obstáculo crescente para o lutador de Arraial do Cabo, que via suas investidas serem neutralizadas com frequência.
Desfecho e consolidação do campeão
A partir do terceiro round, o desgaste físico tornou-se evidente para o desafiante, enquanto Van mantinha o volume de jogo. Pantoja insistiu em buscar o solo como alternativa para frear o boxe do adversário, mas a estratégia ofereceu pouco dano efetivo ao campeão. O controle de distância foi o diferencial técnico que permitiu ao detentor do cinturão ditar os rumos do combate até o final.
No último assalto, a precisão de Joshua Van atingiu o ápice ao conectar uma combinação de jab e direto que levou o brasileiro ao solo. Embora Pantoja tenha demonstrado a valentia característica de sua trajetória e resistido até a buzina final, a superioridade pontuada pelos juízes confirmou a manutenção do título. O evento também contou com outros resultados expressivos, como a vitória de Alonzo Menifield sobre Iwo Baraniewski e o nocaute de Joanderson Tubarão diante de Giga Chikadze. Para mais detalhes sobre o cenário das artes marciais mistas, consulte o portal UFC.
Fonte: uol.com.br

































