O Vasco da Gama intensifica os preparativos para o confronto decisivo contra o Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana. A diretoria cruzmaltina elegeu o Maracanã como palco prioritário para o jogo de volta, mas já articula estratégias jurídicas caso o consórcio que administra o estádio negue a cessão do local para a partida.
Estratégia jurídica e alternativas de estádio
A gestão do clube prepara uma ação judicial para garantir o direito de atuar no maior estádio do Rio de Janeiro. O argumento central da equipe jurídica sustenta que a utilização do campo pelos rivais Flamengo e Fluminense não inviabilizaria a logística, uma vez que a tabela da Libertadores permite janelas de uso. Caso a solicitação seja rejeitada, o Nilton Santos surge como a alternativa mais viável para receber o duelo internacional.
Embora a instalação de arquibancadas provisórias em São Januário tenha sido debatida internamente, o curto prazo para a execução do projeto técnico torna a medida improvável. O clube precisa oficializar o local à Conmebol logo após o encerramento das quartas de final, respeitando a exigência da entidade de que o estádio possua capacidade superior a 30 mil espectadores.
Conflito de datas e logística operacional
O principal entrave para a liberação do Maracanã reside na agenda dos clubes que dividem a gestão do estádio. O Fluminense tem compromisso agendado entre os dias 14 e 22 de outubro, enquanto o Flamengo também possui jogo de volta da Libertadores na mesma janela. O consórcio utiliza as questões operacionais previstas em contrato como justificativa para restringir o acesso de outras equipes ao gramado.
A partida de ida contra o Boca Juniors está prevista para ocorrer na Argentina, entre 13 e 14 de outubro. O confronto decisivo no Rio de Janeiro deve ser realizado nos dias 20 ou 21 de outubro, dependendo da confirmação oficial da Conmebol.
Apelo do comando técnico
O técnico Pedro Emanuel manifestou publicamente o desejo de atuar em São Januário, reconhecendo a importância histórica do estádio para a torcida. No entanto, diante das normas regulamentares da competição, o treinador reforçou que o Maracanã é a segunda casa do clube e o local ideal para buscar a classificação à final.
Fonte: netvasco.com.br

































