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Gaza enfrenta tragédia após desabamento de prédio deixar ao menos 16 mortos

Equipes de resgate em Gaza trabalham intensamente sob os escombros de um edifício de sete andares que colapsou durante a madrugada desta quarta-feira. O desabamento resultou na morte de pelo menos 16 pessoas, incluindo cinco crianças, e deixou dezenas de feridos em um cenário marcado pela precariedade dos recursos de salvamento.

Esforços de resgate em meio à escassez de equipamentos

A operação de busca por sobreviventes enfrenta obstáculos críticos devido à ausência de maquinário pesado adequado. Socorristas e voluntários relatam a necessidade de realizar a remoção de escombros com as próprias mãos, o que limita drasticamente a velocidade do atendimento às vítimas que permanecem presas sob a estrutura.

Alessandro Mrakic, chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza, destacou a gravidade da situação. A escassez de equipamentos é atribuída a restrições impostas por Israel, que justifica as medidas como uma forma de impedir que recursos cheguem a grupos militantes na região.

O risco iminente de novos desabamentos

O prédio atingido era um dos cerca de 2.000 imóveis danificados por ataques aéreos que ainda abrigam milhares de palestinos. Especialistas alertam que a vulnerabilidade dessas estruturas tende a se agravar com a chegada do inverno e a previsão de chuvas, que podem comprometer ainda mais a estabilidade das construções já fragilizadas.

Segundo estimativas das Nações Unidas, aproximadamente 400 edifícios na Faixa de Gaza correm risco iminente de colapso. A situação reflete o impacto prolongado do conflito iniciado em outubro de 2023, que gerou um volume estimado de 61 milhões de toneladas de escombros em todo o território.

Impacto humanitário e a crise habitacional

A tragédia ressalta a precariedade das condições de vida para as famílias que buscam abrigo em estruturas danificadas. Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o Território Palestino Ocupado, enfatizou que a falta de alternativas seguras obriga civis a permanecerem em locais de alto risco, expondo-os a perigos constantes.

A remoção total dos detritos acumulados na região é um desafio de longo prazo, com projeções indicando que o processo pode levar até sete anos. Enquanto isso, o esforço de resgate segue sendo uma corrida contra o tempo, com relatos de vozes ainda audíveis sob os escombros, mantendo a esperança das equipes de socorro em encontrar sobreviventes.

Fonte: terra.com.br

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