O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira com um movimento de alta nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de longo prazo. O comportamento dos ativos foi influenciado diretamente pela volatilidade do preço do petróleo no cenário internacional e pela divulgação de novas pesquisas eleitorais que indicam uma disputa acirrada pela Presidência da República.
Impactos do petróleo e aversão ao risco global
No mercado externo, a continuidade do conflito entre Estados Unidos e Irã gerou preocupações sobre o fluxo de transporte no Oriente Médio, impulsionando a cotação do petróleo Brent. A commodity chegou a se aproximar da marca de 110 dólares por barril durante o período da manhã, pressionando os preços globais.
Esse cenário de incerteza fomentou a aversão a ativos de maior risco entre investidores globais, afetando ações e títulos de países emergentes. O movimento deu suporte à curva de juros brasileira, que reagiu à instabilidade externa e à busca por ativos mais seguros.
Oscilações na curva de juros e pesquisas eleitorais
Internamente, a atenção dos investidores voltou-se para a divulgação de levantamentos eleitorais. Pesquisas do Datafolha, BTG/Nexus e Quaest confirmaram um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A alternância de liderança numérica entre os candidatos em diferentes levantamentos trouxe cautela aos negócios ao longo do dia.
Como resultado, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,730% durante a manhã, enquanto o contrato para janeiro de 2035 chegou a 14,325%. No encerramento da sessão, a taxa para 2028 situou-se em 13,615%, enquanto a ponta longa, para 2035, fechou em 14,25%.
Contexto institucional e expectativas para a Selic
Além do cenário eleitoral, o mercado monitorou desdobramentos no STF. O presidente da corte, Edson Fachin, assumiu a relatoria de petição envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, com julgamento previsto para o plenário. A condução do caso envolvendo o ministro André Mendonça também segue no radar dos agentes financeiros.
Apesar da volatilidade, as taxas futuras perderam força no período da tarde, acompanhando a desaceleração do petróleo e a perda de tração do dólar. O foco agora se volta para a decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14%. Segundo o Boletim Focus, as projeções apontam para uma Selic de 13,75% ao final deste ano, mantendo o mercado posicionado para um possível corte na próxima quarta-feira.
Fonte: terra.com.br

































