Em Regensburg, uma cidade histórica às margens do rio Danúbio, na Alemanha, um museu singular atrai milhares de visitantes anualmente, dedicando-se inteiramente à celebração da raça dachshund, popularmente conhecida como cão salsicha. A instituição não apenas expõe uma vasta coleção de itens relacionados a esses cães carismáticos, mas também narra a rica história e o impacto cultural que eles tiveram no país e no mundo.
O museu, que se tornou um ponto de interesse em Regensburg, na Baviera, oferece uma imersão completa no universo dos dachshunds. Ele destaca a profunda conexão da raça com a identidade alemã, atraindo entusiastas e curiosos para conhecer mais sobre esses animais de corpo alongado e pernas curtas.
Um acervo vasto e em constante crescimento
O acervo do Museu do Dachshund é impressionante, contando com mais de 30 mil itens que homenageiam a raça, também conhecida na Alemanha como dackel ou teckel. Os visitantes podem encontrar uma gama diversificada de objetos, desde utensílios domésticos como talheres, abridores de vinho e saleiros, até representações artísticas feitas de madeira, cerâmica, vidro e pelúcia.
Os fundadores do museu, que iniciaram a coleção há mais de duas décadas, abriram as portas da instituição em 2018. Desde então, o acervo tem sido enriquecido por doações de diversas partes do mundo, evidenciando a paixão global pelos dachshunds. Um exemplo notável foi a doação de uma coleção de aproximadamente 800 peças por uma senhora dos Estados Unidos.
A origem caçadora e a ascensão a símbolo nacional
A história dos dachshunds remonta ao século XV na Alemanha, onde foram originalmente criados para auxiliar na caça de texugos. Sua estrutura física peculiar, com corpo alongado e pernas curtas, era ideal para penetrar em tocas subterrâneas, justificando seu nome: em alemão, “dachs” significa texugo e “hund” significa cachorro.
Com o tempo, esses cães transcenderam sua função original e ganharam imensa popularidade, tornando-se um dos símbolos mais queridos da Alemanha, especialmente na região da Baviera. Essa ascensão cultural é um testemunho do carisma e da adaptabilidade da raça, que conquistou corações em todo o país.
Dachshunds na arte, esporte e realeza
A influência dos dachshunds se estende por diversas áreas, desde a arte até os esportes e a realeza. O museu destaca a participação de um salsichinha, Waldi, como a primeira mascote oficial dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972, cujo percurso da maratona foi desenhado no formato do cão.
Além disso, o acervo celebra dachshunds famosos, como Lump, o cão que inspirou o renomado pintor espanhol Pablo Picasso. A raça também teve seu lugar na aristocracia e monarquia, com a Rainha Vitória e o Príncipe Albert sendo creditados por introduzir os dachshunds no Reino Unido, e um retrato do cão Boy figurando na coleção da família real.
Expansão e desafios em torno da raça
Originalmente fundado em Passau, o Museu do Dachshund mudou-se em 2023 para a cidade velha de Regensburg, um Patrimônio Mundial da Unesco, valorizando ainda mais sua localização histórica. A instituição não se limita à exposição, promovendo também passeios guiados pela cidade que exploram locais com conexões caninas.
A popularidade da raça foi evidenciada em 2024, quando os fundadores do museu entraram para o Guinness World Records ao reunir quase 900 cães salsichinhas em um desfile. No entanto, a celebração também trouxe à tona debates sobre a reprodução da raça, com entidades de proteção animal expressando preocupações sobre as características físicas extremas dos dachshunds, que podem predispor a problemas de saúde como questões articulares e na coluna. A Alemanha possui legislação que restringe a reprodução de animais com traços que possam causar sofrimento, um ponto de discussão relevante para a raça. Para mais informações sobre a cultura alemã, visite DW Brasil.
Fonte: terra.com.br

































